Ex-delegado de caso Marielle pede ao STF para acompanhar julgamento
O julgamento vai ocorrer nos dias 24 e 25 de fevereiro; Barbosa é um dos réus acusados de planejar mortes

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para acompanhar o julgamento da ação penal contra cinco réus acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes.
O julgamento vai ocorrer nos dias 24 e 25 de fevereiro. Barbosa é um dos réus acusados de planejar e ordenar o assassinato deles. Atualmente, ele está preso em um presídio em Mossoró, no Rio Grande do Norte.
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A defesa de Rivaldo pede que seja autorizado o acompanhamento do julgamento por meio do acesso à transmissão da TV Justiça, de dentro da unidade prisional.
Denúncia
A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) foi recebida pelo colegiado em junho de 2024. São réus:
– Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ);
– Francisco (Chiquinho) Brazão, ex-deputado federal;
– Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro;
– Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial;
– Robson Calixto Fonseca
Eles também respondem por homicídio qualificado e por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves.
O colegiado vai decidir pela condenação ou pela absolvição dos acusados e, em caso de condenação, fixar as penas, com possibilidade de recurso em ambas as hipóteses.
O crime
Apontados como mandantes do assassinato, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa foram presos em março de 2024, durante uma operação da Polícia Federal com participação da PGR e do Ministério Público do Rio de Janeiro.
O ex-policial militar Ronnie Lessa, autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, afirmou em delação premiada que Chiquinho, Domingos e Rivaldo participaram da execução.
Lessa declarou que a vereadora era uma “pedra no caminho” dos irmãos Brazão.
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