Brasília Ex-estagiária de Lewandowski será ouvida pela PF, determina Moraes

Ex-estagiária de Lewandowski será ouvida pela PF, determina Moraes

Tatiana Bressan é tida como informante de blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, investigado no inquérito das Fake News

  • Brasília | Bruna Lima, do R7, e Clébio Cavagnolle, da Record TV

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

Nelson Jr./SCO/STF - 03.03.2021

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) ouça uma ex-estagiária do gabinete do ministro Ricardo Lewandowski. Ela é suspeita de ter passado informações para o blogueiro Allan dos Santos, aliado do governo Bolsonaro. Tatiana Bressan estagiou no gabinete entre julho de 2017 e janeiro de 2019.

A informação foi confirmada pelo gabinete de Moraes, mas o caso corre sob sigilo. A determinação faz parte das apurações do inquérito das Fake News, que tem como um dos alvos Allan dos Santos. Além dessa investigação, o blogueiro está na mira do inquérito que apura a promoção e o financiamento de atos antidemocráticos. 

A informação de que Tatiana seria informante de Allan veio depois de quebras de sigilo telefônico do blogueiro. As conversas tiveram início em outubro de 2018, quando a então estagiária de Lewandowski entrou em contato com Allan para demonstrar interesse em trabalhar na equipe da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF). A estudante relata dificuldades no atual trabalho, o que desperta o interesse do blogueiro.

Ele a aconselha a permanecer no gabinete para ficar como "nossa informante lá". Ela responde: "Será uma honra". No decorrer da conversa, Tatiana, ao ser questionada, diz que o que viu de "mais espantoso" era que "eles decidem o que querem e como querem. Algumas decisões são modificadas porque alguém importante liga pro ministro".

Após a decisão de Moraes, Allan usou as redes sociais para repudiar a medida. "Denunciarei Alexandre de Moraes na Organização Internacional de Jornalistas e na Federação Internacional de Jornalistas. Violar o direito ao sigilo de fonte é abominável, independente do espectro político. Isso é inaceitável", escreveu.

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