Ex-funcionários de hospital no DF são presos após mortes suspeitas de pacientes na UTI
Por meio de nota, Hospital Anchieta, em Taguatinga, divulgou que investigações começaram internamente e foram levadas à polícia
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Três ex-funcionários do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), foram presos por suspeita de envolvimento na morte de três pacientes internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da unidade de saúde. A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) detalhou, nesta segunda-feira (19), que os óbitos aconteceram em 19 de novembro e 1º de dezembro de 2025.
A corporação divulgou as informações sobre a Operação Anúbis nessa manhã e que as prisões ocorreram em duas etapas: dois dos suspeitos foram detidos em 11 de janeiro, e a terceira investigada, na última quinta-feira (15).
Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia (DF) e Águas Lindas (GO), no Entorno do Distrito Federal.
As vítimas tinham 33, 73 e 75 anos. Por se tratar de um caso que tramita em segredo de Justiça, a PCDF não divulgou outros detalhes sobre as mortes dos pacientes.
Por meio de nota, o Hospital Anchieta informou que, ao detectar irregularidades, instaurou um comitê interno para reunir possíveis evidências contra os técnicos de enfermagem investigados, que foram demitidos. A unidade de saúde também pediu a abertura de um inquérito policial e solicitou medidas cautelares à Justiça, inclusive para prisão dos suspeitos.
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O Hospital Anchieta acrescentou que entrou em contato com as famílias das vítimas para prestar informações de forma “responsável e acolhedora”. O caso segue sob investigação da PCDF e do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios).
Leia a nota do hospital na íntegra:
O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que, em menos de 20 dias, resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos – os quais haviam sido desligados da instituição –, as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora.
Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de Justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.
O hospital entende que o segredo de Justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.
O hospital, enquanto também vítima da ação desses ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça.
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