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Ex-secretário de Segurança Pública do governo FHC critica PL Antifacção

Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça (24) a lei que institui um marco legal sobre o combate ao crime organizado; José Vicente da Silva Filho comenta

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula sancionou lei que institui marco legal contra o crime organizado.
  • Coronel José Vicente da Silva Filho destaca a necessidade de uma política nacional de segurança pública.
  • A nova lei foca em crimes organizados ultraviolentos, mas ignora os não violentos que afetam instituições financeiras.
  • É necessária continuidade em políticas públicas de segurança para garantir efetividade na aplicação da nova legislação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (24) a lei que institui um marco legal de combate ao crime organizado no Brasil. Em entrevista ao Jornal da Record News, José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da Polícia Militar e ex-secretário nacional de Segurança Pública do governo de Fernando Henrique Cardoso, discutiu os impactos da nova legislação.

Segundo Silva Filho, há a ausência de uma política nacional sólida em segurança pública desde o governo de Michel Temer, pois um plano nacional eficaz deveria incluir diagnósticos precisos das diferentes realidades regionais do país e priorizar recursos de forma mais adequada.


Pessoa em uniforme camuflado se protege atrás de um carro enquanto aponta uma arma. Ao fundo, fogo intenso no meio da rua gera fumaça espessa que encobre parte da cena. O ambiente urbano mostra prédios e fios elétricos cruzando o espaço.
Texto reforça regras e amplia instrumentos do Estado para enfrentar organizações criminosas Reprodução/Record News

“Ter bons instrumentos num hospital não significa que vai cuidar da saúde se não tiver bons médicos. Bons instrumentos legais também vão depender muito da eficiência das estruturas policiais brasileiras. E, por enquanto, nós não temos política direcionada nesse sentido de usar bem esse novo instrumental”, argumenta.

Há também uma necessidade de continuidade nas políticas públicas de segurança para ocorrerem mudanças significativas. A inclusão de programas, treinamento, equipamento, estrutura de inteligência, compartilhamento e integração de equipes é fundamental para essa mudança. Para ele, apenas essa lei não é suficiente: “Não é uma ação feita, inclusive no ano eleitoral, que vai mudar muito o rumo dessas questões”.


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O texto também reforça regras e amplia instrumentos do Estado para enfrentar organizações criminosas, com foco especial em facções que atuam com violência e controle territorial. O coronel apontou que, embora a lei foque em crimes organizados “ultraviolentos”, ela não abrange os não violentos, que também ameaçam instituições financeiras.

“Embora não haja ameaça a pessoas, ele ameaça as instituições. Nós temos crimes gravíssimos em todo o sistema do agronegócio, com prejuízo de mais de R$ 50 bilhões por ano”, exemplifica.

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