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Brasília Fachin demonstra preocupação com operação que matou 25 no Rio

Fachin demonstra preocupação com operação que matou 25 no Rio

Ação na Vila Cruzeiro teria sido deflagrada de modo emergencial, de acordo com a polícia

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Ministro Edson Fachin durante sessão da 2ª Turma

Ministro Edson Fachin durante sessão da 2ª Turma

Rosinei Coutinho/SCO/STF - 18/02/2020

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrou preocupação com a gravidade da operação policial que terminou com pelo menos 25 mortos na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (24). O magistrado é o relator no Supremo de uma ação que trata de letalidade em ações policiais em comunidades cariocas.

O ministro conversou com o procurador de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano de Oliveira Mattos de Souza, e demonstrou "preocupação com a notícia de mais uma ação policial com índice tão alto de letalidade".

Na ação que tramita na Suprema Corte, Fachin determinou que o Governo do Rio forneça um plano de redução da letalidade policial. No entanto, o magistrado declarou que confia no Ministério Público do estado. "Mas [Fachin] informou que soube da pronta atuação do Ministério Público e que tem confiança de que a decisão do STF será cumprida, com a investigação de todas as circunstâncias da referida operação", informou o Supremo, em nota.

Ao longo da história, apenas a ação na favela do Jacarezinho, em maio do ano passado, resultou em mais mortes do que a realizada na Vila Cruzeiro – naquela ocasião, foram 28 óbitos.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que a operação, que ocorreu em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), estava sendo organizada havia meses, mas teve de ser posta em prática de modo emergencial para impedir a fuga de traficantes para a Rocinha. Entre as pessoas mortas, foram identificados moradores que não tinham ligação com o crime.

Após a operação, o coronel da Polícia Militar Luiz Henrique Marinho chegou a dizer que a corporação "começou a reparar essa movimentação, essa tendência deles de migração para o Rio de Janeiro, a partir da decisão do STF [que limitou operações policiais em favelas durante a pandemia de Covid-19]".

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