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FBI colabora com investigações da PF sobre venda de joias do acervo presidencial no governo Bolsonaro

Em agosto, Moraes autorizou o Ministério da Justiça a pedir ajuda ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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Bolsonaro nega participação em irregularidades
Bolsonaro nega participação em irregularidades

O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, colabora com a investigação das vendas de joias do acervo presidencial brasileiro durante a gestão de Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada por fontes ao R7. Na prática, foi aceito um pedido feito pela Polícia Federal (PF), o que pode fazer com que as apurações sejam aprofundadas. O ex-presidente nega participação em irregularidades.

Investigações sobre supostas vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades estrangeiras puseram Bolsonaro e a esposa dele, Michelle Bolsonaro, na mira da PF. Em agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o Ministério da Justiça a solicitar ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos a ajuda do FBI no caso.

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Apesar de Bolsonaro e a esposa não terem sido alvo da última operação sobre as joias, o relatório de investigação mostra que pode haver relação direta deles com o caso. O uso de um avião público para transportar bens a ser vendidos nos Estados Unidos e as mensagens que organizam a entrega "em mãos" de US$ 25 mil ao ex-presidente estão entre os indícios encontrados.

Também em agosto, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em uma operação de combate a crimes de peculato e lavagem de dinheiro ligada ao caso das joias recebidas pelo ex-presidente. O general Mauro César Lourena Cid, pai de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi um dos alvos da operação.

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Eles são suspeitos de vender joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente. De acordo com a PF, eles teriam utilizado "a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado, por meio da venda desses itens no exterior".

Defesa diz que Bolsonaro 'jamais se apropriou ou desviou'

Ao longo das investigações, a defesa do ex-presidente alegou que ele "jamais se apropriou ou desviou quaisquer bens públicos". Afirmou também que Bolsonaro entregou as joias "voluntariamente e sem que houvesse sido instada" ao Tribunal de Contas da União (TCU), episódio que ocorreu em março deste ano.

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Entre os itens de luxo devolvidos estão abotoaduras, um anel, um relógio, uma caneta e uma masbaha, objeto religioso. À época, segundo os advogados, em momento algum o ex-presidente tentou se apoderar de bens que deveriam pertencer ao Estado.

Já a defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirma que ela "não participou e desconhece ter ocorrido irregularidade ou ilicitude".

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