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Fictor diz que crise veio após caso Banco Master e aponta impacto de notícias negativas no mercado

Grupo afirma à Justiça que repercussão sobre tentativa de compra do banco afetou liquidez e levou a dificuldades financeiras

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Grupo Fictor alega que sua crise financeira começou após o caso do Banco Master.
  • A empresa apontou que notícias negativas afetaram a confiança de investidores e parceiros.
  • Fictor iniciou um plano de reestruturação para lidar com a crise antes do pedido de recuperação judicial.
  • Decisões judiciais recentes resultaram em bloqueios de recursos significativos da empresa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Grupo Fictor afirma ter tido reputação manchada pelo caso do Banco Master Leandro Chemalle/Estadão Conteúdo

O Grupo Fictor afirmou à Justiça de São Paulo que a crise financeira enfrentada pela holding teve início após o episódio envolvendo o Banco Master. Segundo a empresa, a repercussão negativa no mercado, registrada depois da tentativa de compra da instituição, afetou diretamente a confiança de investidores e parceiros.

No pedido de recuperação judicial apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, o grupo sustenta que a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central um dia após o anúncio da proposta de aquisição, gerou especulações e uma sequência de notícias desfavoráveis.


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“A reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, informou a empresa no documento.

De acordo com a Fictor, esse cenário levou a um aumento expressivo nos pedidos de retirada de recursos e à rescisão de contratos com fornecedores e parceiros. A companhia relata que, até então, não havia registro de atrasos relevantes no cumprimento de obrigações financeiras.


Diante da pressão de curto prazo, o grupo afirma ter iniciado um plano de reestruturação antes mesmo do pedido de recuperação judicial. As medidas incluíram redução de estrutura física e do número de funcionários, com o objetivo de preservar direitos trabalhistas e reorganizar despesas.

“A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”, escreveu a empresa ao justificar a estratégia adotada.


Apesar das ações internas, a Fictor passou a enfrentar decisões judiciais determinando bloqueios de valores. Um dos despachos mais recentes autorizou a constrição de R$ 150 milhões, vinculados a uma garantia contratual em operação de cartões empresariais. Outra decisão anterior havia determinado o bloqueio de R$ 7,3 milhões, sob o argumento de risco concreto aos credores.

A empresa também responde a ações movidas por investidores que alegam atraso no pagamento de rendimentos e dificuldades no resgate de valores aplicados.


Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e soluções de pagamento. A principal subsidiária industrial, a Fictor Alimentos S.A., mantém unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com cerca de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos.

Segundo o advogado Carlos Deneszczuk, responsável pela condução do processo, as demais subsidiárias ficaram fora da recuperação judicial para evitar impacto sobre empresas consideradas economicamente viáveis.

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