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Brasília Fila de novos benefícios do INSS acaba até o fim do ano, diz governo

Fila de novos benefícios do INSS acaba até o fim do ano, diz governo

São 1,6 milhão de solicitações que levam em conta apenas os pedidos iniciais; cerca de 500 mil segurados são deficientes

  • Brasília | Do R7 em Brasília

 
Sede do INSS

Sede do INSS

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo federal pretende eliminar, até o fim do ano, a fila de 1,6 milhão de pedidos de novos benefícios represados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), segundo o presidente do instituto Guilherme Serrano, na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara. O número, porém, leva em conta apenas os pedidos iniciais de benefícios.

Segundo ele, cerca de 500 mil segurados da fila são pessoas com deficiência que buscam o Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo. Nesses casos, são exigidas análise administrativa, social e médica.

Entre os problemas que o INSS enfrenta em relação à fila, está a greve dos peritos, que durou  meses, deixou várias pessoas sem receber benefícios e causou um acúmulo de mais 108 mil pessoas na espera pela perícia. Mas o instituto já começou 2022 com fila de 1,8 milhão de pedidos em análise.

O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, que também participou da sessão, prometeu um concurso com mil vagas para o INSS. "É claro que não depende totalmente de mim, mas a gente vai lutar e utilizar o peso do Ministério do Trabalho para honrar aquilo que foi acertado", disse.

O ministro afirmou que o total de indeferimentos de benefícios não aumentou nos últimos anos e que para tornar o serviço do INSS uma carreira de Estado, algumas atividades mais simples terão que ser terceirizadas. Também admitiu não ser favorável a parte da Reforma Administrativa (PEC 32/20) enviada pelo governo em 2020.

Oliveira destacou como positivo o saldo de 615 mil empregos formais este ano. Porém, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no trimestre, encerrado em abril, está em 10,5%. Além disso, o rendimento médio da população caiu 7,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, chegando a R$ 2.569.

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