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Flávio Bolsonaro desiste de debate após TSE derrubar regras e Gilmar autorizar Renan Santos

Candidato do PL justificou decisão por TSE, que restringiu imagens e cortes da TV Globo

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro desiste de participar do debate presidencial da Rede Globo após decisões do TSE e STF.
  • TSE suspendeu regras que permitiam exibição de cadeira vazia e perguntas a candidatos ausentes.
  • Gilmar Mendes autoriza participação de Renan Santos no debate, ocupando vaga aberta pela desistência de Lula.
  • Decisão de Gilmar Mendes assegura condições iguais para Renan Santos, com adaptações na dinâmica do programa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Renan Santos apresentou denúncia no STF contra Flávio Bolsonaro Felipe Soares/Divulgação Missão - 18.08.2026; Charles Vieira/Campanha Flávio - 14.09.2026

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira (1º) que não participará do debate presidencial da Rede Globo marcado para esta noite. A decisão foi comunicada minutos depois de o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar a participação de Renan Santos (Missão) no encontro.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, afirmou Flávio em publicação nas redes sociais.

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A desistência ocorre após uma sequência de decisões judiciais envolvendo as regras do debate. Mais cedo, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu parte das normas apresentadas pela emissora para o evento. Em decisão liminar, a ministra Estela Aranha proibiu a aplicação do item 7 do regulamento, que previa a exibição de uma cadeira vazia identificada com o nome de candidatos ausentes e permitia perguntas ou manifestações dirigidas a eles.

A decisão foi tomada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionar as regras. A coligação argumentou que a dinâmica poderia permitir ataques ao candidato ausente sem possibilidade de contraposição. A ministra determinou que a emissora reserve espaço para eventual resposta de Lula a ofensas ou afirmações inverídicas feitas durante o debate.

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Segundo a decisão, a participação dos candidatos em debates é facultativa e a regra questionada ultrapassaria o caráter organizacional do evento ao criar uma dinâmica específica para referências a um candidato ausente. A magistrada também considerou que a exibição reiterada da cadeira vazia, acompanhada da identificação nominal, poderia produzir efeitos além da simples informação sobre a ausência e afetar a isonomia entre as candidaturas.

Gilmar Mendes autoriza Renan Santos

Horas depois, Gilmar Mendes determinou que Renan Santos participe do debate presidencial. A decisão foi tomada em caráter liminar em uma reclamação apresentada pelo partido Solidariedade.

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O ministro tornou sem efeito a decisão anterior do presidente do TSE que havia negado a participação do candidato e determinou que a emissora assegurasse a presença de Renan na vaga aberta pela desistência de Lula. Por rede social, Renan comentou a decisão e disse estar “completamente confuso e feliz ao mesmo tempo”.

A decisão de Gilmar considerou que Renan atendia ao critério previsto no próprio regulamento do debate para ocupar uma eventual vaga aberta por desistência. A regra estabelecia que, caso algum candidato desistisse, a emissora poderia convidar o nome mais bem colocado na pesquisa estimulada da Quaest de 28 de setembro entre os candidatos que não estivessem abrangidos pelo critério legal de participação.

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Na pesquisa citada pelo ministro, Renan tinha 3% das intenções de voto, enquanto Romeu Zema (Novo) aparecia com 1%. Zema havia sido incluído no debate após decisão anterior do TSE.

Gilmar Mendes afirmou haver plausibilidade no pedido de Renan e considerou indevida a exclusão do candidato, citando precedentes do STF sobre liberdade de expressão, pluralismo político e regras para debates eleitorais.

A decisão determina que Renan tenha as mesmas condições de tempo, perguntas e posição asseguradas aos demais participantes, com possibilidade de adaptações na dinâmica do programa. O ministro também determinou comunicação urgente à emissora para cumprimento da ordem antes do início do debate.

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