Fluxo migratório de venezuelanos ao Brasil diminui mesmo com crise
Foram 1.014 entradas nas primeiras semanas de 2026 contra 2.121 residentes do país vizinho que cruzaram a fronteira em 2025
Brasília|Débora Sobreira, do R7, em Brasília*
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O fluxo de migrantes e refugiados venezuelanos que transitaram entre Brasil e Venezuela no início de 2026 diminuiu 50% em comparação ao mesmo período dos anos anteriores, de acordo com dados da Operação Acolhida.
Nos primeiros 13 dias deste ano, foram 1.014 entradas de venezuelanos no Brasil pela cidade de Pacaraima, em Roraima. Em 2025, 2.121 residentes do país vizinho cruzaram a fronteira. Já em 2024 a quantidade foi ainda mais elevada: 2.161.
Dados da Polícia Federal indicam que 1,4 milhão de venezuelanos deixaram a terra natal rumo ao Brasil entre 2018 e dezembro de 2025. Destes, 654 mil não tinham o Brasil como destino final e cerca de 743 mil permaneceram em solo brasileiro.
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Apesar da tensão ainda vigente no país, causada pelos ataques dos Estados Unidos e pela captura do ditador Nicolás Maduro, a crise por enquanto não trouxe reflexos à vinda de venezuelanos ao Brasil, com uma redução constante nos últimos anos.
A Operação Acolhida chegou a montar um planejamento estratégico em caso de crise na fronteira após a ação norte-americana, mas não há indicativo para colocá-lo em prática.
Hoje, a operação conta com 5.000 venezuelanos abrigados, distribuídos nas regiões de Pacaraima e Boa Vista, e garante preparo dos abrigos federais para atender a um possível aumento de demanda.
Operação Acolhida
Criada como uma resposta humanitária do Brasil frente à crise na Venezuela, a Operação Acolhida é gerida pelo governo federal em parceria com agências internacionais e entidades da sociedade civil.
A estratégia tem como objetivo o suporte a migrantes e refugiados venezuelanos e é separada em três eixos: recepção e regularização migratória, abrigamento e integração socioeconômica.
Na recepção, ocorrem as etapas iniciais de triagem entre quem deseja se estabelecer e quem tem o Brasil como ponte para outro local. Para os que ficam, são feitos os processos de identificação, triagem, regularização migratória e documentação, bem como vacinação e atendimento médico e psicológico.
Já na etapa de abrigamento, os agentes fornecem alojamentos temporários, alimentação e itens de higiene e saúde. Há atendimentos específicos para indivíduos em maior vulnerabilidade, como casos de violência ou violação de direitos.
Por fim, a integração socioeconômica realiza a realocação do migrante ou refugiado de forma voluntária para diferentes municípios e estados brasileiros. Há também o objetivo de promover oportunidades de inserção social, como acesso à educação ou ao mercado de trabalho.
*Sob supervisão de Bruna Lima
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