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‘Foi um equívoco tirar os Correios da lista de privatização’, diz economista

Gesner Oliveira analisou o plano de recuperação da estatal em entrevista ao Jornal da Record News de segunda (29)

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Diretoria Executiva dos Correios apresentou seu Plano de Reestruturação 2025-2027, destacando cortes e empréstimos.
  • O economista Gesner Oliveira criticou a decisão do governo de retirar os Correios da lista de privatizações, considerando-a um equívoco.
  • Ele defende que a privatização é necessária para resolver os desafios financeiros e operacionais da estatal.
  • Oliveira aponta que a gestão dos Correios foi prejudicada por interferências políticas ao longo do tempo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Diretoria Executiva dos Correios apresentou nesta segunda-feira (29) as medidas prioritárias do Plano de Reestruturação 2025–2027. O anúncio foi feito em entrevista coletiva pelo presidente da companhia, Emmanoel Rondon, em Brasília.

Em entrevista ao Jornal da Record News, o economista e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Gesner Oliveira, analisou as medidas anunciadas pela empresa, que incluem um empréstimo para equilibrar as contas, além de cortes na infraestrutura e no quadro de funcionários.


Para o economista, medidas não são suficientes para resolver os problemas estruturais pela companhia Reprodução/Record News

Segundo Oliveira, embora essas ações sejam positivas em termos de gestão financeira interna, não são suficientes para resolver os problemas enfrentados pela companhia. “Vai ser difícil, a meu ver, muito difícil a hipótese dos Correios conseguirem, com sucesso, vencer a concorrência com plataformas privadas de logística em um mercado que mudou muito”, explica.

O economista afirma que “foi um equívoco tirar os Correios da lista de privatização. A nossa Constituição estabelece que deve haver uma atuação direta do Estado quando há uma questão de segurança ou há uma intenção de interesse coletivo muito grande para que uma empresa estatal atue naquele setor. Não acredito que no caso dos Correios haja tais circunstâncias. Consequentemente, a única explicação para deixar os Correios é a resistência, uma resistência grande à privatização”, pontua.


Além disso, o economista ressalta que os recursos destinados para salvar a empresa poderiam ser melhor utilizados. “Tenho a impressão que esses recursos poderiam ser melhor utilizados em tantas outras coisas que a população precisa, de segurança, de saúde, de educação”, completa.

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