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Foragido do 8 de Janeiro consegue refúgio político na Argentina e pode escapar de extradição

Decisão de comissão argentina de refúgio pode suspender processo que pede retorno do brasileiro ao país

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Joel Borges Corrêa, foragido por atos golpistas de 8 de janeiro, obteve refúgio político na Argentina.
  • A decisão foi tomada pela Comissão Nacional para Refugiados (Conare) da Argentina.
  • O reconhecimento de refugiado protege Corrêa contra extradição e deportação para o Brasil.
  • O governo brasileiro havia solicitado sua extradição, que está em análise pela Suprema Corte argentina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Joel Borges Corrêa responde a processo de extradição na Argentina Divulgação/PF

O brasileiro Joel Borges Corrêa, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e considerado foragido da Justiça, obteve na Argentina o reconhecimento como refugiado político. A decisão foi tomada pela Comissão Nacional para Refugiados, órgão responsável por analisar pedidos de proteção internacional no país vizinho.

A informação foi divulgada pela Associação de Familiares dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Corrêa é o primeiro entre os investigados e condenados que deixaram o Brasil após os atos de 2023 a receber oficialmente o status de refugiado no território argentino.


Na prática, o reconhecimento significa que o órgão argentino entendeu haver risco ou perseguição caso o brasileiro seja obrigado a retornar ao país de origem. Com isso, a legislação internacional de refúgio prevê proteção contra medidas como deportação ou extradição enquanto o status estiver em vigor.

A decisão surge em meio ao processo de extradição aberto contra Corrêa na Justiça argentina. Em dezembro do ano passado, o Judiciário do país aceitou analisar o pedido do governo brasileiro para que ele e outros quatro foragidos fossem enviados de volta ao Brasil.


Inicialmente, todos chegaram a ser presos preventivamente, mas a defesa conseguiu converter a detenção em prisão domiciliar enquanto o caso segue em análise pela Suprema Corte argentina.

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O pedido de extradição contra Corrêa foi apresentado pelo governo brasileiro após solicitação do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator das ações penais sobre os ataques do 8 de Janeiro.


Corrêa recebeu uma pena de 13 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, sendo 12 anos de reclusão e um ano e seis meses de detenção. Ele foi considerado culpado pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado;
  • Deterioração do patrimônio tombado;
  • Associação criminosa armada.

Além disso, o STF o condenou a pagar 100 dias-multa, com cada dia-multa no valor de um terço do salário mínimo.

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