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Fraude no CNJ tenta expedir falso mandado de prisão contra Moraes e Lula

Segundo o Conselho, trata-se de um uso indevido do sistema, não de ataque hacker; ‘Dados foram devidamente corrigidos’, informa

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O CNJ identificou tentativas de expedição de mandado de prisão falso contra Lula e Moraes.
  • As alterações foram feitas sem invasão hacker, mas por uso indevido de credenciais de acesso comprometidas.
  • Walter Delgatti Neto, condenado por invasão anterior, teve a progressão de regime autorizada por Moraes.
  • Carla Zambelli, que foi deputada, aguarda extradição da Itália após ser presa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

CNJ diz que alteração não resultou na expedição, de fato, de mandados contra Moraes ou Lula Antônio Augusto/Secom TSE - Arquivo

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) voltou a identificar alterações indevidas em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O órgão registrou a tentativa de expedição de mandado de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O CNJ confirmou o episódio nesta quinta-feira (22).

Moraes já havia sido alvo de uma invasão hacker nos sistemas do órgão. Na ocasião, o hacker Walter Delgatti Neto expediu, a mando da então deputada Carla Zambelli (PL-SP), um mandado de prisão falso contra o ministro, assinado pelo próprio magistrado. Os dois foram condenados pelo caso pelo Supremo.

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“Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o ‘L’”, dizia um trecho do documento fake de 2023.

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O CNJ informou que o episódio comunicado nesta quinta não se trata de uma invasão hacker, mas sim de um uso indevido do sistema.

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“As ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”, informou o órgão, por meio de nota.

A reportagem tentou contato com o gabinete de Moraes e com a Presidência da República, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço está aberto para manifestações.

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Delgatti está em regime semiberto e Zambelli, presa na Itália

Moraes autorizou neste mês o hacker Walter Delgatti Neto a progredir do regime fechado para o regime semiaberto no cumprimento de sua pena. Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ, a mando de Zambelli.

Já a ex-deputada aguarda, presa na Itália, decisão sobre sua extradição ao Brasil. A Justiça italiana adiou nesta terça-feira (20) o julgamento dela pela quarta vez.

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