Fraude no INSS: quem é Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente de associações investigadas
Advogada supostamente atuava como presidente de fachada de associações usadas para dar golpes em aposentados e pensionistas
Brasília|Do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presa nesta terça-feira (17) durante a Operação Indébito, da PF (Polícia Federal) com a CGU (Controladoria-Geral da União), Cecília Rodrigues Mota é investigada por suposto envolvimento em fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com ocultação de bens e inserção de dados falsos em sistemas oficiais.
Quando essas ações teriam ocorrido, Cecília dirigia duas instituições investigadas: a AAPEN (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e a AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil). Ambas as entidades teriam se beneficiado de descontos indevidos cobrados de aposentados e pensionistas, em um esquema com prejuízo aproximado de R$ 6,3 bilhões.
LEIA MAIS
A PF acredita que Cecília era presidente de fachada de várias associações usadas para dar golpes em aposentados e pensionistas. Além de dirigi-las, a investigada advogava e tinha um cargo público no INSS, onde trabalhava na área técnica do Seguro Social desde 1990.
Cecília é apontada como figura-chave para o funcionamento das organizações investigadas na Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A força-tarefa desta manhã ocorre como desdobramento dela.
Outros investigados
As mais de 30 viagens da advogada, entre janeiro e novembro de 2024, para destinos como Dubai, Paris e Lisboa levantaram suspeitas da PF. A corporação também informou que pessoas e empresas ligadas a Cecília teriam recebido R$ 14 milhões de entidades associativas e companhias intermediárias envolvidas na fraude no INSS.
Na operação desta manhã, o empresário Natjo de Lima Pinheiro também foi preso, e a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) terá de usar tornozeleira eletrônica, por ordem judicial.
Entre as práticas cometidas no suposto esquema estão:
- Inserção de dados falsos em sistemas oficiais para viabilizar cobranças;
- Uso de associações ligadas aos investigados para realizar descontos indevidos; e
- Ocultação e movimentação de bens para esconder a origem dos valores obtidos.
Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato previdenciário, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A reportagem tenta contato com as defesas dos alvos da operação, e o espaço segue aberto para manifestações.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp















