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Fraude no INSS: quem é Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente de associações investigadas

Advogada supostamente atuava como presidente de fachada de associações usadas para dar golpes em aposentados e pensionistas

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente de associações, foi presa durante operação da Polícia Federal por fraudes no INSS.
  • Ela dirigia entidades que aplicavam descontos indevidos a aposentados, resultando em um prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões.
  • A investigação aponta que ela agia como presidente de fachada e tinha um cargo público no INSS desde 1990.
  • Mais de 30 viagens internacionais feitas por Mota levantaram suspeitas sobre sua atuação em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Advogada Cecília Rodrigues Mota (ao centro) seria presidente de associações de fachada, segundo a PF Jefferson Rudy/Agência Senado - 18.11.2025

Presa nesta terça-feira (17) durante a Operação Indébito, da PF (Polícia Federal) com a CGU (Controladoria-Geral da União), Cecília Rodrigues Mota é investigada por suposto envolvimento em fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com ocultação de bens e inserção de dados falsos em sistemas oficiais.

Quando essas ações teriam ocorrido, Cecília dirigia duas instituições investigadas: a AAPEN (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e a AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil). Ambas as entidades teriam se beneficiado de descontos indevidos cobrados de aposentados e pensionistas, em um esquema com prejuízo aproximado de R$ 6,3 bilhões.


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A PF acredita que Cecília era presidente de fachada de várias associações usadas para dar golpes em aposentados e pensionistas. Além de dirigi-las, a investigada advogava e tinha um cargo público no INSS, onde trabalhava na área técnica do Seguro Social desde 1990.

Cecília é apontada como figura-chave para o funcionamento das organizações investigadas na Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A força-tarefa desta manhã ocorre como desdobramento dela.


Outros investigados

As mais de 30 viagens da advogada, entre janeiro e novembro de 2024, para destinos como Dubai, Paris e Lisboa levantaram suspeitas da PF. A corporação também informou que pessoas e empresas ligadas a Cecília teriam recebido R$ 14 milhões de entidades associativas e companhias intermediárias envolvidas na fraude no INSS.

Na operação desta manhã, o empresário Natjo de Lima Pinheiro também foi preso, e a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) terá de usar tornozeleira eletrônica, por ordem judicial.


Entre as práticas cometidas no suposto esquema estão:

  • Inserção de dados falsos em sistemas oficiais para viabilizar cobranças;
  • Uso de associações ligadas aos investigados para realizar descontos indevidos; e
  • Ocultação e movimentação de bens para esconder a origem dos valores obtidos.

Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato previdenciário, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A reportagem tenta contato com as defesas dos alvos da operação, e o espaço segue aberto para manifestações.

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