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Gabriel Galípolo nega ter conversado sobre caso Master com Alexandre de Moraes

Presidente do BC disse à CPI do Crime Organizado não ter feito ligações ao ministro e que único contato envolveu Lei Magnitsky

Brasília|Lis Cappi e Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, nega ter discutido o caso do Banco Master com Alexandre de Moraes durante depoimento à CPI do Crime Organizado.
  • A afirmação refuta a reportagem que indicou chamadas entre eles.
  • Galípolo confirmou ter se reunido pessoalmente com Moraes apenas para tratar das penalidades da lei Magnitsky.
  • Em 2022, Moraes também negou ter abordado o caso Master com o presidente do BC.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento à CPI do Crime Organizado Andressa Anholete/Agência Senado - 25.11.2025

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse não ter conversado sobre o Caso Master com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A declaração ocorreu durante depoimento do chefe do BC à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, no Senado Federal, nesta quarta-feira (8). Galípolo respondeu a questionamentos que envolviam notícias sobre supostas ligações telefônicas entre ele e Moraes.


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Gabriel negou ter contatado o ministro por telefone e afirmou que apenas o encontrou pessoalmente, mas para tratar sobre as penalidades da Lei Magnitsky impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o magistrado, em julho de 2025.

“Ocorreram mais reuniões — não só com o ministro Alexandre — ligadas à Lei Magnitsky, mas jamais conversei com ele por telefone”, afirmou Galípolo. “Todos os temas debatidos sobre o ministro do Supremo foram relativos à Magnitsky.“


No ano passado, Moraes também negou que tratou do caso Master com o presidente do BC. A dúvida sobre a conversa decorreu do fato de o banco privado ter contratado o escritório da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes.

Os integrantes da CPI também se basearam em informações financeiras que mostraram um pagamento superior a R$ 80 milhões feito pelo Banco Master ao escritório de Viviane.


Sigilo sobre liquidação do Master

Ainda durante o depoimento aos senadores, Galípolo declarou que a liquidação do Master ocorreu quando a instituição privada tinha dinheiro em caixa para pagar só 10% das aplicações feitas por investidores.

O chefe do BC evitou comentar, porém, se essa penalidade poderia ter se dado antes, mas reiterou que o Banco Central ainda é alvo de apurações por liquidar a instituição financeira.


Ainda assim, Galípolo lembrou que a autarquia precisa deixar esse processo sob sigilo por oito anos, devido a regras processuais. “Temos uma determinação do BC, existente desde 2018, para segredo em todas as instituições; [são] 10 anos para as grandes e oito para as menores”, completou.

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