Gabriel Galípolo nega ter conversado sobre caso Master com Alexandre de Moraes
Presidente do BC disse à CPI do Crime Organizado não ter feito ligações ao ministro e que único contato envolveu Lei Magnitsky
Brasília|Lis Cappi e Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse não ter conversado sobre o Caso Master com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A declaração ocorreu durante depoimento do chefe do BC à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, no Senado Federal, nesta quarta-feira (8). Galípolo respondeu a questionamentos que envolviam notícias sobre supostas ligações telefônicas entre ele e Moraes.
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Gabriel negou ter contatado o ministro por telefone e afirmou que apenas o encontrou pessoalmente, mas para tratar sobre as penalidades da Lei Magnitsky impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o magistrado, em julho de 2025.
“Ocorreram mais reuniões — não só com o ministro Alexandre — ligadas à Lei Magnitsky, mas jamais conversei com ele por telefone”, afirmou Galípolo. “Todos os temas debatidos sobre o ministro do Supremo foram relativos à Magnitsky.“
No ano passado, Moraes também negou que tratou do caso Master com o presidente do BC. A dúvida sobre a conversa decorreu do fato de o banco privado ter contratado o escritório da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes.
Os integrantes da CPI também se basearam em informações financeiras que mostraram um pagamento superior a R$ 80 milhões feito pelo Banco Master ao escritório de Viviane.
Sigilo sobre liquidação do Master
Ainda durante o depoimento aos senadores, Galípolo declarou que a liquidação do Master ocorreu quando a instituição privada tinha dinheiro em caixa para pagar só 10% das aplicações feitas por investidores.
O chefe do BC evitou comentar, porém, se essa penalidade poderia ter se dado antes, mas reiterou que o Banco Central ainda é alvo de apurações por liquidar a instituição financeira.
Ainda assim, Galípolo lembrou que a autarquia precisa deixar esse processo sob sigilo por oito anos, devido a regras processuais. “Temos uma determinação do BC, existente desde 2018, para segredo em todas as instituições; [são] 10 anos para as grandes e oito para as menores”, completou.
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