Gilmar critica vazamento de conversas de Vorcaro com a ex: ‘Barbárie institucional’
Na semana passada, o ministro do STF André Mendonça mandou a Polícia Federal investigar o vazamento
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou nesta segunda-feira (9) a exposição das conversas privadas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com a ex-namorada.
Na semana passada, documentos extraídos do celular de Vorcaro que estavam sob posse da CPMI do INSS vazaram para a imprensa. Um dos arquivos era o histórico de conversas do banqueiro com a influenciadora Martha Graeff.
A conversa revelou detalhes sobre a vida íntima dos dois, mas também mostrou que Vorcaro falava com a ex-namorada sobre diferentes encontros que teve com autoridades da política nacional. Além disso, foram encontrados no celular do dono do Banco Master os contatos de ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
“A exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade e uma demonstração de barbárie institucional que transgride todos os limites impostos pelas leis e pela Constituição”, pontuou Gilmar.
O ministro disse ainda que, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, “parece ainda mais grave a divulgação de tais diálogos”.
“Há urgência de refletir sobre como a intimidade feminina é, historicamente, o alvo preferencial de tentativas de desmoralização e controle”, destacou.
Para Gilmar, “ao permitir a publicação de diálogos íntimos de um casal, o Estado e seus agentes não apenas falham em seu dever de guarda, mas desrespeitam a legislação, que impõe categoricamente a inutilização de trechos que não interessam à persecução penal”.
“Esse cenário evidencia a necessidade inadiável da aprovação da LGPD Penal, garantindo que o tratamento de dados na esfera criminal não seja subvertido em ferramenta de opressão”, afirmou.
Vazamento será apurado
Na semana passada, o ministro do STF André Mendonça mandou a Polícia Federal investigar o vazamento de conversas e dados de Vorcaro.
Mendonça atendeu a pedido da defesa do banqueiro, que questionou o vazamento das informações após entrega do material à CPMI do INSS. Documentos obtidos a partir da perícia do celular de Vorcaro foram disponibilizados para a imprensa.
Segundo Mendonça, a investigação deve ser sobre quem vazou as informações, e não sobre os jornais que publicaram matérias com o conteúdo.
CPMI deveria proteger as informações recebidas
Em dezembro de 2025, o então relator do caso Master no STF, Dias Toffoli, tinha determinado que a Presidência do Congresso Nacional recolhesse todos os dados das quebras de sigilo de Vorcaro que tinham sido disponibilizados à CPMI do INSS.
Em fevereiro deste ano, após assumir a relatoria dos processos sobre o o banqueiro, André Mendonça mandou a Presidência do Congresso entregar à PF todos os documentos referentes à investigação sobre Vorcaro, sem manter cópia de nenhum dado.
Posteriormente, a Polícia Federal compartilhou essas informações com a CPMI. O colegiado, no entanto, deveria respeitar “rigorosamente” garantias fundamentais como a preservação da intimidade e a manutenção da cadeia de custódia das provas.
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