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Gilmar Mendes defende tramitação do Inquérito das Fake News

Ação investiga notícias que atingem a imagem do STF

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes defende a continuidade do Inquérito das Fake News, aberto em 2019 pelo STF.
  • O ministro menciona a importância da ação na defesa da democracia e na resposta a atos golpistas.
  • A abertura do inquérito ocorreu em resposta a ataques ao tribunal durante o governo Jair Bolsonaro.
  • Criticas recentes ao inquérito surgiram após investigações sobre declarações de Kleber Cabral, presidente da Unafisco.

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Ministro afirmou que a medida foi importante diante de outras ameaças ao tribunal, como no 8 de janeiro Marcelo Camargo/Agência Brasil - 08.01.2025

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu nesta quinta-feira (26) a tramitação do chamado Inquérito das Fake News, aberto pela Corte em 2019 e ainda em andamento.

Durante discurso em alusão aos 135 anos de instalação do Supremo no país, Mendes defendeu a atuação da Corte na defesa da democracia a relembrou que os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 depredaram as instalações do STF.


O ministro afirmou que apoiou a abertura do inquérito e disse que a medida foi necessária diante dos ataques ocorridos contra o tribunal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Nós vivemos esse momento dramático. Convivemos com isso no início do governo Bolsonaro. Foi uma opção difícil. Eu não quero fazer a especulação do “se” na história. O que seria do Brasil não fora a instauração do inquérito das fake news?“, comentou.


A abertura do inquérito foi feita em março de 2019. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater à veiculação de notícias que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Alexandre de Moraes como relator do caso.

As críticas ao inquérito voltaram à tona na semana passada após a decisão de Moraes envolvendo o presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal), Kleber Cabral.


Cabral passou a ser investigado no inquérito após dar entrevistas à imprensa para criticar a operação da PF (Polícia Federal) que fez buscas e apreensões contra funcionários da Receita acusados de realizar acessos ilegais a informações de ministros da Corte e dos parentes deles.

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