Brasília Governo analisa convite para entrar na Opep+, grupo que reúne 23 países exportadores de petróleo

Governo analisa convite para entrar na Opep+, grupo que reúne 23 países exportadores de petróleo

Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados soma 80% da produção mundial; se o Brasil aderir, será a partir de janeiro

  • Brasília | Hellen Leite, do R7, e Augusto Fernandes, da Record

O Brasil será o segundo país sul-americano na Opep+

O Brasil será o segundo país sul-americano na Opep+

22/8/2018 REUTERS/Nick Oxford

O Brasil foi convidado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) para aderir ao grupo a partir de janeiro de 2024. O governo anunciou nesta quinta-feira (30) que analisa o convite, que foi oficializado durante um encontro da Opep+, que reúne 23 nações exportadoras de petróleo. Se confirmar a entrada no grupo, o Brasil será o segundo país sul-americano a fazer parte da organização, junto da Venezuela.

"A reunião deu as boas-vindas a sua Excelência Alexandre Silveira de Oliveira, ministro de Minas e Energia da República Federativa do Brasil, que aderirá à Carta de Cooperação da OPEP+ a partir de janeiro de 2024", informou a nota da Opep divulgada após a participação de Silveira na reunião.

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Nas redes sociais, o ministro do Petróleo da Venezuela, Rafael Tellechea, comemorou o convite ao Brasil. "É uma incorporação de grande alcance e significado para o setor energético", escreveu.

A Opep é composta dos principais produtores de petróleo global, responsáveis por 80% da produção mundial. Seus membros incluem Angola, Argélia, Arábia Saudita, Congo, Emirados Árabes Unidos, Gabão, Guiné Equatorial, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria e Venezuela.

Leia também: Haddad diz que Brasil pode precisar do petróleo da Margem Equatorial

Em outubro, o secretário-geral da organização, Haitham Al Ghais, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada. Na ocasião, eles conversaram sobre a importância da cooperação internacional entre os atores da indústria energética. Essa foi a primeira vez que um líder do grupo esteve no Brasil para tratar de cooperação internacional.

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