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Governo lança lista nacional vermelha com 216 criminosos mais procurados

Ferramenta faz parte do Programa Captura, criado para combater facções e que reúne nomes indicados pelos 26 estados e pelo DF

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério da Justiça lança a primeira lista nacional com 216 criminosos procurados.
  • Lista foi constituída a partir das indicações de estados e do Distrito Federal, focando na segurança pública.
  • Programa Captura visa monitorar e prender foragidos estratégicos para reduzir a criminalidade violenta.
  • Novo sistema de inteligência também foi criado para enfrentar organizações criminosas no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo Lewandowski, lista amplia a capacidade de monitorar e prender foragidos estratégicos ABC do ABC

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou nesta segunda-feira (8) o Programa Captura, uma iniciativa que cria a primeira lista nacional integrada dos criminosos mais perigosos procurados pela Justiça brasileira.

A plataforma reúne 216 foragidos, indicados pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, cada um responsável por selecionar oito nomes considerados prioritários para a segurança pública local.


Para indicar os alvos, as Unidades da Federação utilizaram uma matriz de risco que leva em conta a gravidade dos crimes, vínculos com organizações criminosas, quantidade de mandados de prisão em aberto e eventual atuação interestadual.

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Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a criação da lista nacional amplia a capacidade de monitorar e prender foragidos considerados estratégicos. A medida tem como objetivo reduzir a criminalidade violenta e enfraquecer estruturas organizadas que atuam em diferentes regiões do país.


A população pode colaborar com informações anônimas sobre os procurados pelos canais 190 e 197.

Ferramenta unificada para operações em todo o país

Coordenado pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), o Programa Captura integra forças policiais estaduais e federais, incluindo polícias civis, militares e unidades de inteligência.


A lista pública permite que equipes de segurança de um estado identifiquem foragidos prioritários de outras regiões, facilitando:

  • operações conjuntas,
  • troca rápida de informações,
  • cumprimento de mandados em diferentes estados,
  • localização de criminosos que se deslocam para fugir da investigação.

A portaria que regulamenta o programa prevê que o cadastro possa ser atualizado a cada semestre, ou a qualquer momento em situações excepcionais — o que, segundo o MJSP, garante que a lista reflita a dinâmica criminal em constante mudança.


Base operacional no Rio de Janeiro

Dentro da estratégia de combate ao crime organizado, o Ministério também decidiu instalar uma base do Programa Captura no Rio de Janeiro. A escolha se deve ao fato de que criminosos de diferentes estados frequentemente utilizam o território fluminense como rota de fuga ou esconderijo.

A nova estrutura vai atuar diretamente com as polícias do estado, ampliando a capacidade de análise e circulação de informações para acelerar a prisão de foragidos.

Capacitação e padronização

O Programa Captura inclui ações de treinamento e intercâmbio de boas práticas entre forças policiais. O objetivo é fortalecer a qualidade das operações de cumprimento de mandados, padronizar procedimentos e promover o uso de inteligência estratégica.

Novo sistema nacional de inteligência

Além do Programa Captura, Lewandowski instituiu nesta segunda-feira (8) o Orcrim (Sistema Nacional de Inteligência para Enfrentamento ao Crime Organizado).

O sistema cria um repositório seguro de informações de inteligência destinadas ao combate a organizações criminosas. Ele permitirá:

  • integração entre bases de dados,
  • identificação padronizada de investigados,
  • interoperabilidade entre órgãos de segurança,
  • compartilhamento qualificado de informações sensíveis.

O acesso ao Orcrim será restrito às agências de inteligência da Polícia Federal, PRF, das polícias civis e militares, secretarias de segurança pública e administrações penitenciárias. A governança ficará sob responsabilidade da Senasp, que também definirá padrões técnicos de operação e segurança dos dados.

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