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Governo pode acelerar debate sobre fim da escala 6x1 enquanto PEC avança na Câmara

Líder do PT defende que Planalto apresente proposta com regime de urgência, que teria 45 dias para ser votada

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo planeja enviar projeto para acabar com a escala de trabalho 6x1 após tramitação de PEC na Câmara dos Deputados.
  • Deputado Pedro Uczai sugere que proposta seja apresentada com urgência, com prazo de 45 dias para votação.
  • A PEC em análise pode demorar mais, pois precisa passar por várias comissões antes do plenário.
  • Fim da escala 6x1 poderia resultar em novas jornadas de trabalho, incluindo ao menos duas folgas semanais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Líder do PT, o deputado Pedro Uczai defende novo projeto pelo fim da 6x1 Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados - 10.02.2026

O Palácio do Planalto deve enviar ao Congresso Nacional um projeto próprio para o fim da escala de trabalho no modelo 6x1, apesar de a tramitação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o assunto ter avançado nesta semana na Câmara dos Deputados.

Ao R7, o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que uma versão elaborada pelo governo poderia contemplar o conteúdo de projetos já apresentados por deputados e ter uma votação mais rápida.


“Eu defendo que o governo envie um projeto de urgência. Eu acredito que o governo pode, independentemente dessa posição do Hugo, também tomar iniciativa”, comentou o líder.

Caso o governo envie um projeto em regime de urgência, como sugeriu Uczai, Câmara e Senado teriam 45 dias cada para analisar a proposta. Se esse prazo for ultrapassado, o projeto tranca a pauta da Casa onde estiver — ou seja, outros projetos ficam impedidos de ser votados.


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Na opinião do líder do PT, essa seria uma forma de fazer com que o projeto fosse votado mais rápido do que a PEC em análise pela Câmara, que precisa passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial antes de ir ao plenário. Não há prazo para que isso ocorra.

“Uma PEC é mais lenta, e nós estamos em um ano atípico, temos eleições. Então, matérias dessa natureza têm que ter celeridade, para não misturar e ser uma posição de governo”, avalia Uczai.


O governo já tinha sinalizado que enviaria após o Carnaval uma proposta com caráter de urgência sobre o tema. Apesar disso, o comando da Câmara optou por não aguardar esse texto e deu sequência à PEC que já tinha sido protocolada na Casa.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), garante que a PEC terá um desfecho ainda em 2026.


Governo deve se reunir com Motta para tratar do assunto

Motta deve ter uma reunião em breve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo, como Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Luiz Marinho (Trabalho) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), para conversar sobre o fim da escala 6x1.

O encontro estava previsto para ocorrer na quarta-feira (11), mas foi adiado e ainda não tem uma nova data para ocorrer.

O PT defende que eventuais mudanças na jornada de trabalho tenham a participação do Executivo, que poderia contemplar as peculiaridades de cada setor.

“O governo tem que tomar iniciativa. Os ministérios podem fazer uma avaliação da economia e montar uma política de incentivo”, defendeu Uczai.

Fim da escala 6x1

A escala de trabalho no modelo 6x1 prevê que, semanalmente, funcionários trabalhem seis dias por semana e tenham uma folga, com carga horária máxima de 44 horas por semana.

O fim dessa escala conduziria a outros formatos de trabalho. Em linhas gerais, ficaria previsto ao menos duas folgas semanais.

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