Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Governo vai deixar de comprar ultraprocessados para programa de alimentos, diz secretária; veja vídeo

Lilian Rahal falou com exclusividade à Record TV; projeto, relançado em março, completa 20 anos nesta segunda-feira

Brasília|Do R7, em Brasília

  • Google News
Lilian Rahal falou com exclusividade à Record TV
Lilian Rahal falou com exclusividade à Record TV

Em entrevista exclusiva à Record TV, a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, afirmou que o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal, vai deixar de comprar itens ultraprocessados (veja no vídeo abaixo). O projeto, relançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março, completa 20 anos nesta segunda-feira (16).

Por meio do PAA, o governo federal compra alimentos diretamente dos produtores e, depois, distribui para famílias em condições de vulnerabilidade alimentar e nutricional, além de entidades filantrópicas, organizações sociais e instituições de ensino.


Compartilhe esta notícia no WhatsApp

Compartilhe esta notícia no Telegram


"O PAA busca comprar alimentos básicos, de qualidade, saudáveis e adequados aos hábitos alimentares de cada região", explicou Lilian Rahal à repórter Lívia Veiga. A secretaria é ligada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

De acordo com Lilian, uma das novidades no programa, além do fim da compra de ultraprocessados, é a priorização de produtores indígenas, quilombolas, de povos e comunidades tradicionais, mulheres, extrativistas e de famílias mais pobres.


"O PAA está sendo reorientado para que possamos chegar, cada vez mais, na compra de alimentos de agricultores mais pobres, que talvez não teriam acesso ao mercado privado de outra forma que não o programa. É uma oportunidade de entrada no mercado", destacou Lilian.

De acordo com a secretária, uma das metas do PAA é chegar a, pelo menos, 50% de mulheres fornecedoras. "Queremos comprar cada vez mais de agricultores indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais e extrativistas de forma geral, para que possam comercializar e ter experiência de mercado", completou.


Para Lilian, o programa procura voltar os olhares para a diversidade do Brasil, para contemplar, com ainda mais ênfase, quem mais precisa do projeto.

Problema multidimensional

A secretária defende que o combate à fome seja uma política de estado, implementada a longo prazo. "É um assunto que deve ser tratado como política pública. Não pode passar em branco, tem de ter atenção das políticas de Estado e de governo", afirmou.

Lilian afirma que a insegurança alimentar deve ser combatida em diversas frentes. "É um problema multidimensional. Temos de ter políticas públicas adequadas de produção, acesso e consumo dos alimentos, não dá para ser uma via de mão única, são diversas ações que precisam ser combinadas", afirmou.

Como exemplo, ela cita o novo Bolsa Família, que determinou o valor do benefício a partir da configuração das famílias brasileiras. A partir deste ano, o programa passou a distribuir parcelas mínimas de R$ 600, com adicionais de R$ 150 por criança de 0 a 6 anos e de R$ 50 para cada dependente entre 7 e 18 anos e para gestantes.

"Quando olhamos os dados da fome, vemos claramente que as famílias mais vulneráveis são aquelas compostas por mãe solo com mais membros até 18 anos, ou seja, com mais crianças. Quando você tem um benefício único e igual para famílias de um membro e de seis pessoas, há desigualdade e acessos muito diferentes aos alimentos", completou Lilian.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.