Brasília Governo vai transferir imóveis da União para 'mais frágeis' este ano

Governo vai transferir imóveis da União para 'mais frágeis' este ano

Anúncio do ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta segunda (4), não explica quais serãos os bens ou direitos nem os beneficiados

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

"Por que ficar apenas na transferência de renda para os mais frágeis?", questionou Guedes

"Por que ficar apenas na transferência de renda para os mais frágeis?", questionou Guedes

Edu Andrade/Ministério da Economia

Em ano eleitoral, o governo federal pretende anunciar ao longo de 2022 transferência de propriedades da União para os "mais frágeis", segundo declarou o ministro da Economia, Paulo Guedes. O anúncio foi feito durante agenda pública, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (4).

"É isso que nós estamos tentando fazer. O presidente [Jair Bolsonaro] vai estar anunciando, ao longo do ano inteiro, transferência em várias regiões do país. Nós estamos fazendo isso em várias dimensões também", disse Guedes, sem especificar quais seriam essas transmissões de bens ou direitos nem os beneficiados pela medida.

"Por que ficar apenas na transferência de renda para os mais frágeis? Por que não reduzir mais aceleradamente os graus de desigualdade do país, transferindo propriedades, muitas vezes maltratadas em nossas mãos com deficiência de gestão, em que assistimos em governos passados? E por que não transferir essas propriedades justamente para os mais frágeis?", completou.

As declarações foram feitas por Guedes durante cerimônia realizada no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Participaram o presidente Jair Bolsonaro, o governador Cláudio Castro, o prefeito Eduardo Paes, entre outras autoridades.

Na ocasião, o governo assinou acordos para o ordenamento público do Parque Nacional da Tijuca e para a regularização fundiária de comunidades da Maré e do Parque Alegria. Foi assinada a doação de área da União para as duas comunidades, que, segundo o governo, beneficiará 12 mil famílias de baixa renda.

O protocolo envolve interesse na preservação da biodiversidade local e na mitigação dos impactos ambientais, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. Prevê, ainda, a manutenção e acessibilidade ao Morro do Corcovado e ao Santuário Cristo Redentor, além de estratégias para a gestão do parque.

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