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Haddad volta a cobrar aprovação da lei do Devedor Contumaz após megaoperação

Ministro da Fazenda destacou que aliança com os EUA é importante para identificar operações suspeitas

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobra aprovação da lei do Devedor Contumaz após operação contra sonegadores de impostos em SP.
  • A lei tem como objetivo endurecer regras para empresas com dívidas tributárias acima de R$ 15 milhões.
  • Diversas operações fiscais apontam que desvios de impostos estão na casa dos bilhões de reais, afetando os cofres públicos.
  • Haddad enfatiza a importância de parcerias internacionais no combate a práticas ilícitas, citando Delaware como um paraíso fiscal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fernando Haddad também cobrou articulação com os EUA Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 26/11/2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a cobrar a aprovação da lei do Devedor Contumaz após a megaoperação contra o grupo apontado como o maior sonegador de impostos de São Paulo, nesta quinta-feira (27).

“É um apelo que faço aqui, pela enésima vez. É um trabalho que estamos fazendo há três anos. Aperfeiçoamos o texto e incluímos uma série de benefícios para o bom contribuinte, justamente para separar o joio do trigo, lembrando que 99% terão a proteção da lei“, afirmou.


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O Devedor Contumaz é qualquer empresa que mantém dívidas com impostos de forma deliberada e contínua, para obter vantagens financeiras.

Haddad também lembrou que depois da operação Carbono Oculto, o Senado já deliberou e aprovou a redação. O texto agora está em análise na Câmara.


O projeto endurece regras para obrigar o cumprimento de pagamentos tributários. Uma das medidas é a definição do teto de dívida de R$ 15 milhões para empresas inadimplentes.

Receita

Haddad também esclareceu que o papel da Receita Federal não é fazer “persecução penal”, e sim inibir as práticas econômicas ilícitas, para garantir que a concorrência seja legal, que o pagamento de tributos seja regular e “que não haja benefício para o sonegador em prejuízo das empresas que pagam corretamente seus tributos”.


“É por isso que insistimos na necessidade imperiosa de votar o projeto do devedor contumaz. Nós estamos há três anos militando junto ao Congresso Nacional. [...] Não é um projeto de oposição ou situação. O Senado foi unânime em aprová-lo”, destacou.

O ministro ressaltou, no entanto, que os bons empresários são maioria, segundo ele, são 99% das pessoas que exploram licitamente atividades econômicas. “O devedor contumaz é um núcleo pequeno de empresas que usam expedientes ilícitos para obter vantagens competitivas totalmente irregulares.”


Prejuízo

Haddad pontuou que os desvios chegam na casa de bilhões de reais, devidos a fiscos de todo o país, tanto estaduais quanto para o fisco federal. “O que esse grupo deixou de pagar aos cofres do Rio é suficiente para custear, por um ano, toda a polícia do estado”.

Esquema

Segundo as investigações, o esquema constituia em fazer um empréstimo para esses fundos, a maioria deles em Delaware, estado americano.

Segundo a suspeita da Receita, esses valores jamais seriam pagos, já que voltariam na forma de aplicação “lícita” em atividades econômicas no Brasil.

“Estou frisando isso porque a operação extrapolou as fronteiras nacionais. Eu, inclusive, junto ao ministro [Ricardo] Lewandowski, fizemos chegar, nas negociações com os Estados Unidos, a pauta do combate ao crime organizado, citando o estado de Delaware, que é um paraíso fiscal”, disse.

O ministro também afirmou que a polícia terá agora um papel fundamental para extrapolar as fronteiras nacionais e buscar parcerias internacionais.

“Um dos navios trouxe combustível da Rússia, e há um bloqueio internacional que está sendo respeitado pelo Brasil, mas não pelo grupo criminoso”, frisou.

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