IA nas eleições: especialista dá dicas para eleitores nas redes
TSE definiu regras mais rígidas neste ano, com limitação de conteúdos feitos pela tecnologia nas horas próximas ao pleito
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definiu regras mais rígidas para as eleições deste ano. Os ministros decidiram, nesta segunda-feira (2), proibir a divulgação de conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas depois.
Além disso, a determinação também direciona que provedores são proibidos de sugerir candidatos, mesmo que solicitados. Os ministros da Corte já tinham aprovado resoluções que tratam da divulgação de pesquisas eleitorais, transporte de eleitores, arrecadação de recursos e prestação de contas.

Apesar de criar bases legislativas para uma eleição mais justa, Flávio D’Urso, especialista em crimes digitais, aponta que o grande desafio será garantir que tais normas sejam seguidas. Mesmo com esse cenário de insegurança do que há de vir no pleito, ele vê a medida do Tribunal como positiva.
“Sabemos que o universo digital é um universo muito amplo e que possibilita, em forma de atuação, de interação etc. Então temos, sem dúvida nenhuma, preocupação, mas também vemos com bons olhos essa atuação direta do Tribunal Superior Eleitoral nessa questão das regras, especialmente com relação à inteligência artificial”, comenta D’Urso.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (3), o especialista ressalta a necessidade de que tanto os conteúdos publicados recebam sinalizações de que foram produzidos por IA, quanto das plataformas retirarem publicações consideradas ilegais. Caso as plataformas não façam essa remoção, D’Urso lembra da resolução da responsabilidade solidária, em que as empresas podem ser acusadas junto a quem posta o material.
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Outro ponto que o especialista recomenda é que a população esteja atenta ao que é postado nas redes, com uma filtragem e pesquisa antes de se acreditar de pronto em algo compartilhado. Da mesma forma, ele alerta para o risco do uso de IA para a solicitação de recomendações de candidatos e melhores opções de voto — algo também proibido pelo TSE.
Ele ressalta ainda a importância de que cada eleitor assuma uma postura crítica diante do que lhe é apresentado. “Cabe a cada um esse processo de filtragem. A tecnologia é fantástica. A qualidade do resultado é cada vez melhor e é cada vez mais difícil de conseguir se verificar se o conteúdo é produzido por IA ou não. Então, e até a resolução fala sobre isso, o eleitor não deve buscar ali num provedor de IA a resposta para o candidato que deve votar. Isso não é adequado. Deve-se debruçar ali sobre as opções, deve-se fazer uma pesquisa e entre as opções buscar aquele que melhor se enquadra na sua visão, nos seus preceitos, nas suas convicções”, finaliza.
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