Brasília Ibaneis pede ao Ministério da Justiça reajuste de 18% para a segurança pública do DF

Ibaneis pede ao Ministério da Justiça reajuste de 18% para a segurança pública do DF

Reunião entre o governador do DF, o secretário de Segurança Pública e o ministro Anderson Torres aconteceu nesta quinta-feira

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Polícia Militar do DF faz escolta de urnas eletrônicas para os locais de votação

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TRE-DF/Divulgação - 28.10.2022

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), entregou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, uma proposta de reajuste de 18% para as forças de segurança do DF. A aprovação depende, no entanto, de uma análise do Ministério da Economia, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional.

O dinheiro que financia a segurança pública do DF vem do Fundo Constitucional, verba repassada pela União. Por isso, o governador precisa de autorização do Executivo federal para conceder o aumento e o Congresso precisa aprovar. Os recursos também financiam a saúde e a educação na capital.

Ibaneis pediu mais um aumento para a segurança pública do DF este ano, mas o governo de Jair Bolsonaro (PL) negou. Agora, a expectativa é que, se atendido, o reajuste impacte no salário de cerca de 20 mil funcionários das três corporações, incluindo aposentados. 

De acordo com o secretário de Segurança Pública do DF, Júlio Danilo, que estava presente na reunião, o pedido é um compromisso de Ibaneis e a expectativa do governo local é que o reajuste passe a valer no começo de 2023. O Governo do DF já tinha conseguido um aumento de 8% para policiais civis, militares e bombeiros em 2019.

Relações estreitas

O secretário assumiu a pasta em março de 2021, depois que Torres deixou o governo local para virar ministro de Bolsonaro. Antes, Júlio Danilo era o imediato de Torres na secretaria. Nos bastidores, interlocutores do governo dizem que o ministro gostaria de voltar após o fim do atual governo.

Na última semana, Torres telefonou mais de uma vez para Ibaneis. Pesa contra ele, no entanto, a necessidade de o Governo do DF sinalizar uma aproximação ao presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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