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Ibaneis pede aval da Câmara do DF para fazer aporte no BRB e vender 12 imóveis

Governo do DF avalia que o BRB passa por uma crise financeira após o rombo deixado pelo Banco Master

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ibaneis Rocha, governador do DF, solicita autorização à Câmara Legislativa para um aporte financeiro no BRB e a venda de 12 imóveis.
  • O BRB enfrenta crise financeira após perdas significativas com o Banco Master, que podem chegar a R$ 9 bilhões.
  • O projeto do governador é visto como necessário para evitar restrições pelo Banco Central e salvar o banco estatal.
  • A proposta inclui oferecer os imóveis como garantia para empréstimos sem a venda imediata, buscando minimizar impactos financeiros no Distrito Federal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nova turma conta com 89 mulheres vítimas de violência e 65 pessoas em situação de rua; a iniciativa promove a formação em construção civil, enquanto recupera equipamentos públicos em diversas cidades da capital. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília.
Ibaneis apresentou projeto nesta sexta-feira Paulo H. Carvalho/Agência Brasília - 25.11.2025

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enviou um projeto de lei para a Câmara Legislativa do DF pedindo autorização para fazer um aporte no BRB (Banco Regional de Brasília) após o rombo deixado pelo Banco Master. Ele ofereceu 12 imóveis do DF como garantia para levantar os recursos necessários.

Aliados do governador esperavam que o texto fosse enviado na próxima semana, mas o despacho foi antecipado na noite desta sexta-feira (20).

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O presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Wellington Luiz (MDB), afirmou que o projeto não terá tramitação fácil na Casa, mas há disposição dos parlamentares de salvar o banco.

O projeto autoriza o Governo do Distrito Federal, na condição de acionista controlador do BRB, a reforçar o capital do banco. O aumento de capital poderá ocorrer por aporte patrimonial, venda de bens públicos com destinação do dinheiro arrecadado para o BRB e “outras medidas juridicamente admitidas que atendam às normas do sistema financeiro nacional.”

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O governo listou no projeto 12 imóveis, que poderão:

  • Ser vendidos para gerar caixa imediato para o aporte;
  • Ser transferidos para o BRB para que o banco faça operações econômicas com eles;
  • Ser transformados em títulos negociáveis no mercado financeiro;
  • Ser usados para criação de um fundo de investimento imobiliário; e
  • Ser apresentados como opção de garantia em empréstimos.

As soluções poderão ser isoladas ou combinadas.

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Oferecer os imóveis como garantia para um empréstimo, sem vender imediatamente nenhum patrimônio público nem tirar dinheiro do orçamento, é a opção apresentada por aliados de Ibaneis como menos danosa para os cofres distritais.

O governo não apresentou uma estimativa de quanto deverá arrecadar com a exploração desses imóveis. São 12 imóveis em diversas localidades da capital federal, incluindo SAIN (Setor de Áreas Isoladas Norte), SIA (Setor de Indústria e Abastecimento), Taguatinga e Guará. Os imóveis estão em posse da Terracap e Novacap, duas companhias do Distrito Federal.

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O projeto estabelece que o uso dos imóveis ficará condicionado à prévia avaliação, compatibilidade com o interesse público e respeito às normas de governança e transparência.

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Rombo de até R$ 9 bilhões

O governo Ibaneis avalia que o BRB passa por uma crise financeira após o rombo deixado pelo Master. O banco estatal comprou carteiras podres do banco de Daniel Vorcaro e ainda não calculou o tamanho total do rombo, que pode chegar a R$ 9 bilhões, segundo pessoas a par das análises e auditorias financeiras em andamento.

A necessidade de um aporte aumentou, na avaliação de integrantes do banco estatal e do governo distrital.

O Banco Central pode aplicar uma espécie de “cartão amarelo” no BRB caso o governo de Ibaneis não faça aportes no banco até o dia 31 de março — data-limite para a divulgação balanço da instituição financeira.

O Banco Central pode adotar a Resolução 4.019, de 2011, a mesma que recaiu sobre o Master, e que impõe uma série de restrições à instituição financeira, como o impedimento de abrir novas agências e explorar novos negócios, além de impor limites operacionais ao banco.

Venda de ativos

O BRB começou a vender ativos próprios para recuperar a liquidez após o rombo deixado pelo Banco Master. A venda das carteiras, porém, não é suficiente, pois troca ativos por dinheiro, sem aumentar o patrimônio do banco. Um aporte é apontado como única saída para recuperar o capital do BRB e recompor o índice de Basileia - um termômetro que aponta a saúde financeira para um banco funcionar.

O BRB vendeu ativos considerados de qualidade pelo mercado financeiro, como carteiras de empréstimos consignados, antecipação de saque-FGTS e empréstimos a estados e municípios com aval da União. Mas não conseguiu até o momento vender carteiras que comprou do Banco Master.

A reportagem apurou que Ibaneis começou a se empenhar pessoalmente para que o BRB pudesse vender os ativos que vieram do banco de Daniel Vorcaro. Segundo aliados, o governador acreditou que isso diminuiria a necessidade de um aporte com garantia do governo do DF, o que não ocorreu.

A capitalização preocupa o DF, que está sem dinheiro em caixa e ainda perdeu a nota de capacidade de pagamento junto à União. Por isso, a oferta dos imóveis como garantia, sem venda imediata de patrimônio nem uso de recursos do orçamento, é a opção mais bem vista no Executivo distrital.

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