Rússia x Ucrânia

Brasília Integrantes do MBL vão à Ucrânia para acompanhar invasão russa

Integrantes do MBL vão à Ucrânia para acompanhar invasão russa

Arthur do Val e Renan dos Santos disseram que os custos da viagem foram bancados pelos próprios, sem ônus ao contribuinte

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O deputado Arthur do Val (Podemos-SP), na Alesp

O deputado Arthur do Val (Podemos-SP), na Alesp

Edu Garcia/R7 - 19.09.2019

Integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) viajaram para a Ucrânia para acompanhar in loco a invasão russa. O líder do grupo, Renan Santos, e o deputado estadual Arthur do Val (Podemos), que é pré-candidato ao governo de São Paulo, já estão no país ucraniano nesta segunda-feira (28).

As imagens foram compartilhadas nas redes sociais. O pré-candidato ao governo paulista destacou que a viagem seria do Brasil para Alemanha, de onde seguiria para a Áustria e, de lá e de carro, iria para a Eslováquia “para chegar à fronteira com a Ucrânia”.

Imagens publicadas posteriormente apontam que as lideranças do MBL já estavam próximas à Ucrânia, de onde mais de 500 mil pessoas fugiram desde o início da ofensiva militar russa, em 24 de fevereiro.

“A gente está indo in loco para ver o que está acontecendo, porque esse celular aqui é uma ferramenta. Eu vou te falar que essa guerra é uma guerra de informação”, afirmou Arthur do Val.

Os gastos da viagem, segundo eles, foram bancados com recursos próprios. “Vale salientar: viajamos com nossa grana, sem missão oficial de governo algum, no meio de um feriado”, disse Santos.

Arthur do Val avalia que o presidente Jair Bolsonaro tem se demonstrado a favor do presidente russo, Vladimir Putin. Na última segunda-feira (27), o mandatário afirmou que o Brasil será neutro em relação ao conflito.

Invasão russa à Ucrânia

Na última quinta-feira (24), o presidente Vladimir Putin anunciou que autorizou uma operação militar no leste da Ucrânia. Em pronunciamento, o russo afirmou que a ação visa desmilitarizar o país vizinho, mas não ocupá-lo. De acordo com Putin, a operação quer proteger a região separatista de Donbas. Apesar da declaração do presidente russo, correspondentes de agências internacionais relatam diversas explosões na capital ucraniana, Kiev.

Putin advertiu, ainda, que aqueles que "tentam interferir devem saber que a resposta da Rússia será imediata e levará a consequências que nunca conheceram".

Em resposta à invasão, o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, decretou lei marcial no país. Pela decisão, o governo substitui todas as leis e autoridades civis por leis militares — a medida normalmente é implantada em reação a cenários de extremo conflito e a crises civis e políticas.

Zelenski comparou, também, as ações de Putin na Ucrânia com as da Alemanha nazista contra os judeus na 2ª Guerra Mundial. Além disso, o presidente incentivou a população a sair às ruas com armas para defender o país.

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