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Interpol cria força-tarefa liderada pelo Brasil para combater o tráfico de drogas

Países da América do Sul terão equipe integrada com operações articuladas e troca de informações em tempo real

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Interpol criou uma força-tarefa para combater o tráfico transnacional de drogas na América do Sul, coordenada pelo Brasil.
  • O grupo contará com pelo menos um agente de cada país da região e permitirá operações simultâneas para aumentar a eficácia do combate.
  • O governo brasileiro investirá R$ 11 milhões inicialmente no projeto, que foi inspirado em uma iniciativa nacional de combate ao crime organizado.
  • A prioridade para a segurança pública é uma preocupação destacada pelo governo, especialmente em meio a críticas sobre a situação da segurança durante a administração atual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula assinou nesta segunda (23) acordo de parceria com a Interpol: investimento inicial de R$ 11 milhões Ricardo Stuckert / PR - 09.06.2025

A Interpol vai criar uma força-tarefa com países da América do Sul para combater o tráfico transnacional de drogas. O grupo, que será coordenado pelo Brasil, vai se reunir no escritório regional da organização em Buenos Aires, na Argentina.

A expectativa é de que todos os países da região integrem a força-tarefa com ao menos um agente de cada nação. Os policiais serão recrutados a partir de março. O modelo permitirá a execução de operações simultâneas e articuladas entre as nações do grupo para combater o tráfico de drogas.


“Eles vão ser capazes de identificar a presença de ativos dessas organizações e dali gerar inteligência para novas operações criminais. É um modelo que vai garantir um volume de operações muito maior do que o que tem hoje”, explicou o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.

O governo brasileiro assinou nesta segunda-feira (23) o acordo de parceria com a Interpol. A previsão é de que o Ministério da Justiça e Segurança Pública invista inicialmente cerca de R$ 11 milhões por um ano de projeto.


Acesso a informações globais

O formato foi inspirado na Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, criada pelo governo brasileiro para articular autoridades federais e estaduais no enfrentamento às organizações criminosas. O grupo opera em diversos estados do Brasil de forma coordenada.

“A ideia é que, a partir desse modelo, esses agentes tenham acesso a todas as informações globais de segurança pública, aos bancos de dados da Interpol e à possibilidade de realizar operações com cooperação em tempo real. Isso vai fomentar ações estratégicas de desarticulação do crime organizado transnacional na nossa região”, afirmou a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado.


Em junho do ano passado, o governo já havia celebrado um acordo inicial com a Interpol em Lyon, na França, para fortalecer a parceria no combate ao crime organizado. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a atuar no enfrentamento às organizações criminosas.

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‘Preocupação obsessiva’

Durante o evento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima e Silva, afirmou que a parceria vai proporcionar um fluxo ágil de informações entre os países, fazendo com que as forças de segurança possam se antecipar no combate ao crime organizado. O ministro destacou a “preocupação obsessiva” do ministério em relação à segurança pública.


“Esta é uma pauta que tem tocado de perto a população brasileira. Todas as pesquisas indicam esse nível de prioridade. E é possível e necessário que tenhamos condições objetivas de elevar essa iniciativa a um patamar de prioridade, inegavelmente”, disse o ministro.

Campo de batalha

A segurança pública é uma das áreas com pior avaliação no governo. Em janeiro, uma pesquisa da Paraná Pesquisas indicou que 44,3% da população considera que a segurança pública piorou durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A área virou um campo de batalha entre o presidente Lula e a direita. O tema deve ocupar a campanha eleitoral deste ano.

Em janeiro, após a primeira reunião com o presidente Lula depois de assumir o MJSP, Lima e Silva afirmou que o petista decidiu elevar o combate ao crime organizado a uma “ação de Estado”.

Nesta segunda (23), o ministro voltou a citar a “mudança de patamar” nas políticas para a área. “Isso se inscreve em um contexto maior que tem sido reiterado pelo presidente deste objetivo firme de combate ao crime organizado”, ressaltou.

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