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Julgamento vai analisar se Bolsonaro feriu ‘valores militares essenciais’ das Forças Armadas, diz advogado

Ex-presidente e mais quatro oficiais condenados por trama golpista serão julgados pelo STM (Superior Tribunal Militar)

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Superior Tribunal Militar analisa se Jair Bolsonaro e outros condenados devem permanecer nas Forças Armadas.
  • O julgamento avaliará a compatibilidade dos réus com os valores institucionais, sem discutir suas condutas em relação à trama golpista.
  • Cada caso será analisado individualmente e as sanções podem incluir expulsão ou reforma compulsória das Forças Armadas.
  • A saída das Forças Armadas resulta em perda de benefícios financeiros, impactando negativamente as famílias dos militares condenados.

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O STM (Superior Tribunal Militar) analisa se o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros quatro condenados por envolvimento na trama golpista de 8 de janeiro de 2023 devem permanecer nas Forças Armadas. O julgamento marca a primeira análise do STM sobre crimes contra a democracia.

Em entrevista ao Jornal da Record News de terça-feira (3), o advogado especialista em Direito Militar, Leonardo Dickinson, explica que o tribunal avaliará a compatibilidade dos réus com os “valores militares em sua essência”, sem levar em conta as decisões da Justiça sobre o golpe de Estado.


Julgamento de Bolsonaro e outros condenados marca a primeira análise do STM sobre crimes contra a democracia Reprodução/Record News

“Não se discute a conduta, se discute se essa conduta, de alguma forma, reflete na qualidade e no decoro desse condenado enquanto militar das Forças Armadas”, diz Dickinson.

Segundo o especialista, cada réu terá seu caso relatado individualmente por diferentes ministros do STM. As possíveis sanções incluem expulsão e reforma compulsória das Forças Armadas, de acordo com a análise do impacto de suas ações enquanto militares.


Os réus podem apresentar defesa dentro de um prazo de dez dias após serem notificados. Se considerados condenados por maioria, há a possibilidade de embargos infringentes para contestar a decisão.

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O advogado ressalta que o condenado “tem todas as oportunidades de apresentar o rol de documento que ele entende pertinente para o exercício da sua defesa, lembrando que não é uma rediscussão, é uma discussão específica, na qualidade de militar”.


A saída das Forças Armadas resulta na perda de benefícios financeiros para os militares e suas famílias. Apesar disso, há precedentes legais em que familiares conseguem manter parte desses proventos por dependência econômica.

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