Justiça nega pedido que impede remoção de construções irregulares no Lago Paranoá
Associação tentou impedir medida do governo, que prevê a desocupação de área ambiental
Brasília|Do R7

O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) negou pedido de impedimento da remoção de construções irregulares na Lago Paranoá. A ação, um pedido de urgência, havia sido feita pela Alapa (Associação dos Amigos do Lago Paranoá) contra o governo do Distrito Federal.
De acordo com o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios), um total de 430 casas possuem construções consideradas invasões. Não é permitido que se construa a menos de 30 metros da margem do lago, mas muitos proprietários construíram muros, decks, quintais, piscinas e píeres em área indevida.
Em 2014, um grupo para discussões sobre o assunto chegou a ser formado pelo GDF. Devido à mudança de governo, o grupo não existe mais.
Juíza pede esclarecimentos ao DF sobre cronograma de desocupação da orla do Lago Paranoá
DF tem mais de 1.000 loteamentos irregulares, muitos são condomínios de luxo
De acordo com o titular da promotoria de Meio ambiente e Patrimônio Cultural do MPDFT, Roberto Carlos Batista, existe uma execução na Vara de Meio Ambiente do Ministério Público, mas o processo foi encaminhado para a reconciliação, que previa que o GDF apresentasse planos para a remoção das construções irregulares, o que não foi feito.
10% da área perdida
As obras irregulares à beira do Lago Paranoá devastaram 10,76% da APP do principal corpo hídrico do DF. A retirada aguda da vegetação teve início em 1987, com a criação de setores habitacionais.
Um relatório produzido pela Divisão de Perícias externas do MPDFT mostra que mais de 175 mil m² da área que deveria ser preservada está ocupada por edificações e pavimentações particulares. Churrasqueiras, quadras esportivas, piscinas e calçamentos estão onde, antes, era destinado à APP.













