Lewandowski diz que troca no Ministério da Justiça representa continuidade, não ruptura
Em cerimônia no Planalto, ministro defende escolha de Wellington César

Durante a cerimônia de transmissão de cargo no Ministério da Justiça, realizada nesta quinta-feira (15), no Palácio do Planalto, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que a mudança no comando da pasta simboliza “continuidade, e não ruptura” na condução das políticas públicas da área.
Em discurso direcionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lewandowski classificou a escolha de Wellington César Lima e Silva como “absolutamente apropriada”, destacando a trajetória técnica e institucional do novo ministro.
“Este momento simboliza não uma ruptura, mas uma continuidade. O senhor escolheu o homem certo, no lugar certo, no momento certo”, afirmou.
Lewandowski ressaltou que Wellington César se enquadra no perfil de “servidor de Estado” profissionais que permanecem em funções estratégicas independentemente de mudanças de governo. Segundo ele, são figuras essenciais para a estabilidade institucional do país.
O novo ministro ingressou na vida pública por meio de concurso no Ministério Público, onde assumiu o compromisso de defender a Constituição e as leis. Ao longo da carreira, ocupou cargos relevantes no Executivo, como secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, além de já ter comandado o próprio Ministério da Justiça em outro momento.
Para Lewandowski, essa experiência prévia garante conhecimento da estrutura administrativa e dos desafios da pasta. Ele também citou a passagem de Wellington César pela diretoria jurídica da Petrobras, considerada uma das maiores empresas públicas do mundo.
Ao fazer um balanço da gestão, o ministro afirmou que a equipe buscou fortalecer a segurança pública com base no respeito à Constituição e às garantias fundamentais. Segundo ele, esse será um dos principais compromissos do novo titular da pasta.
“A missão central é garantir que a segurança pública seja exercida dentro dos limites constitucionais, com respeito aos direitos fundamentais”, disse.
Entre os desafios em andamento, Lewandowski citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção, que, segundo ele, representam uma tentativa inédita de enfrentar o crime de forma mais estruturada e integrada.
Apesar dos avanços, o ministro reconheceu que o diálogo com o Congresso Nacional será decisivo para a consolidação das medidas. Avaliou, no entanto, que o perfil de Wellington César descrito como cortês, mas firme o credencia para conduzir esse processo.
“Temos percalços pela frente, mas tivemos um bom começo. O ministro tem energia e experiência para levar esses trabalhos adiante”, afirmou.
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