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Líder do governo na Câmara diz que votação da reforma tributária termina nesta sexta-feira

Assunto é discutido há 30 anos no Congresso Nacional; expectativa é que texto seja promulgado ainda neste ano 

Brasília|Hellen Leite e Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Guimarães disse que votação será nesta sexta-feira
Guimarães disse que votação será nesta sexta-feira

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária deve ser aprovada ainda nesta sexta-feira (15). O relatório final, fruto de um acordo entre a Câmara e o Senado, foi colocado em votação pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), depois de 30 anos de debates no Congresso. "Vamos, provavelmente, amanhecer no sábado com a reforma tributária aprovada nas duas Casas, cabendo aos presidentes [das duas Casas] marcar o ato de promulgação na próxima semana", afirmou Guimarães.

O parecer final foi construído para evitar que o texto retorne para análise do Senado e a fim de garantir a promulgação ainda em 2023. Para isso, o relator da matéria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), excluiu temas controversos, como a redução de imposto sobre a cesta básica estendida e a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para a Zona Franca de Manaus.

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O líder ainda minimizou as derrotas do governo impostas pelo Congresso na quinta-feira (14), quando foram derrubados vetos presidenciais a matérias como a desoneração da folha de pagamento, o marco temporal para terras indígenas e o novo marco fiscal. Segundo Guimarães, a derrubada dos vetos não "atinge em nada o governo". "Todos os vetos votados, aqueles derrubados, tudo foi dialogado. Deixamos as bancadas livres para votar como quisessem", afirmou.

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Para a próxima semana, Guimarães disse que devem entrar na pauta do plenário da Câmara dois assuntos: o projeto de lei que regulamenta as apostas esportivas e o Orçamento de 2024. Ao menos o Orçamento precisa ser votado ainda neste ano, antes do recesso parlamentar, que começa em 22 de dezembro.

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Relatório da reforma tributária

Entre os principais pontos de tensão no texto da reforma tributária estava a criação de um tributo específico para a Zona Franca de Manaus. Pelo acordo, os líderes excluíram a contribuição, que havia sido adicionada no Senado, e substituíram pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) específico para a Zona Franca de Manaus. Esse movimento, segundo Aguinaldo Ribeiro, foi necessário para manter a competitividade da área industrial. 

Outro entrave tinha a ver com os regimes de exceções, turbinados pelo Senado. Com o acordo, foi tirada a possibilidade de desoneração na aquisição de medicamentos e dispositivos médicos por entidades de assistência social sem fins lucrativos. A cesta básica estendida, que teria alíquota reduzida em 60%, além de cashback para a população mais vulnerável, também foi retirada do texto. O regime especial para combustíveis e lubrificantes também ficou fora da PEC.

Um dos pontos que travavam a discussão e que não foi alterado no texto fala sobre o estabelecimento de benefícios fiscais a empresas automobilísticas que se instalarem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Como não houve acordo entre os relatores, esse trecho do texto deverá ser destacado durante a votação e decidido pelo plenário.

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