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Líder do PT recorre de decisão que arquivou ação que pedia cassação de Eduardo Bolsonaro

Recurso foi apresentado ao Plenário da Câmara e, segundo o parlamentar, conta com mais de 80 assinaturas

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Líder do PT, Lindbergh Farias, recorreu do arquivamento de ação contra Eduardo Bolsonaro.
  • A representação alega condutas incompatíveis com o decoro parlamentar por parte de Eduardo.
  • Mais de 80 assinaturas de diferentes partidos apoiam o recurso apresentado.
  • Eduardo não se manifestou durante a reunião do Conselho de Ética, apesar de ter recebido convite.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Eduardo Bolsonaro é acusado de atuar no exterior contra instituições brasileiras Divulgação/ Câmara dos Deputados

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), recorreu da decisão do Conselho de Ética que, por 11 votos a 7, arquivou a representação contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) por suposta atuação no exterior contra instituições brasileiras. A ação pedia, ainda, a cassação do deputado.

O recurso foi apresentado ao Plenário da Câmara dos Deputados e, segundo o parlamentar, conta com mais de 80 assinaturas de “diferentes partidos do campo democrático“.


Nas redes sociais, Lindbergh afirmou que a representação apresentada aponta que Eduardo “praticou condutas incompatíveis com o decoro parlamentar ao incitar a desobediência de decisões do Supremo Tribunal Federal, ofender autoridades constituídas e solicitar apoio político e econômico estrangeiro contra o Estado brasileiro, incluindo a revogação de vistos de autoridades, a aplicação da Lei Magnitsky e a imposição de tarifas”.

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Segundo o líder, as ações de Eduardo configuram como traição à pátria, atentado à soberania nacional e aos deveres de respeito às instituições democráticas.


Os posicionamentos de parlamentares contrastaram durante o debate no Conselho. De um lado, aliados afirmaram que Eduardo está nos Estados Unidos por um “autoexílio”, enquanto críticos cobraram a presença do parlamentar na Câmara e questionaram a articulação dele com autoridades dos Estados Unidos em prol de sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras.

Deputado não se manifestou

Eduardo Bolsonaro optou por não se manifestar durante a reunião do Conselho. O deputado poderia ter apresentado justificativa às acusações, mesmo de forma remota, mas não houve resposta aos contatos feitos pela Casa.


“O deputado Eduardo Bolsonaro recebeu convite oficial da Câmara, do Conselho de Ética, e não fez uso da palavra para se defender”, afirmou o presidente do Conselho, deputado Fabio Schiochet (União-SC).

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