Brasília Líder do Republicanos diz que, ' no fundo', governo é favorável a projeto de jogos de azar

Líder do Republicanos diz que, ' no fundo', governo é favorável a projeto de jogos de azar

Marcos Pereira afirmou que projeto vai ser aprovado e que, neste momento, já não faz diferença Bolsonaro pedir votos contrários

  • Brasília | Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

Marcos Pereira, presidente do Republicanos

Marcos Pereira, presidente do Republicanos

Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

Presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP), integrante da bancada evangélica, afirmou nesta quarta-feira (23) que, "no fundo", o governo é favorável ao projeto que libera os jogos de azar. A bancada evangélica é contra a matéria e tem pressionado o governo a tomar uma posição. 

"Será que é contra?", questionou Pereira ao ser questionado se o governo deveria tomar posição clara contrária ao projeto. "Eu ouvi algumas pessoas ligadas ao governo pedindo para apoiar, porque no fundo, no fundo eles são favoráveis. Não querem se expor diante da população", disse a jornalistas, ao ser questionado pelo R7.

A reportagem apurou que o presidente tem enviado mensagens a parlamentares pedindo votos contrários desde a madrugada. Perguntado se, neste momento, quando a Câmara está prestes a votar o projeto, as mensagens do presidente fazem diferença, Pereira disse que não. "Mas eu acho que tem voto para passar, pelo que eu conversei com o presidente Arthur Lira. "O governo pelo que eu ouvi vai vetar", disse.

Bolsonaro sempre se colocou contra o projeto, mas não houve movimento efetivo do governo para conter o avanço da matéria na Câmara.  Apesar da posição contrária de Bolsonaro, seu partido, o PL, vai orientar que a bancada vote favorável à matéria.

Bolsonaro está sendo pressionado pela bancada para articular contra a matéria. Líder da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) disse na terça-feira (22) que trabalha com o governo para que Jair Bolsonaro — que já afirmou que vetaria o texto em caso de aprovação — posicione-se por votos contrários.

“Se o presidente é contra, ele tem que impor à liderança do governo para que ela oriente, em caso de votação, contrariamente. E não liberar [a bancada], como foi no regime de urgência. Esse é um dos trabalhos”, comentou.

No âmbito do governo, a orientação do Palácio do Planalto sobre como os parlamentares da base devem votar ainda não está clara. O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta quarta-feira (23) que é contra, mas não respondeu como será a orientação formal do governo sobre a votação da matéria no plenário.

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