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Lula está lúcido, orientado, conversando e com dreno, afirma boletim médico

Chefe do Executivo precisou fazer uma cirurgia de emergência, em São Paulo, em decorrência da queda sofrida no banheiro em outubro

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Lula fez cirurgia de emergência em São Paulo Wilson Dias/Agência Brasil - Arquivo

O quadro de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva evoluiu bem após a cirurgia para tratar uma hemorragia intracraniana. De acordo com boletim médico, divulgado nesta quarta-feira (11), o petista “está lúcido”, “orientado”, “conversando” e permanece com o dreno. Não há, por enquanto, data de alta médica, mas a previsão é de retorno a Brasília no início da próxima semana.

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“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, sob cuidados intensivos, para o tratamento da hemorragia intracraniana. Evoluiu bem no pós-operatório imediato, sem intercorrências. Está lúcido, orientado, conversando e passou a noite bem. O presidente permanece ainda com dreno enquanto aguarda novos exames de rotina”, diz o boletim médico. “O presidente segue sob acompanhamento da equipe médica, sob os cuidados de Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio”, acrescenta.

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O petista sentiu dor de cabeça e indisposição durante a agenda da última segunda-feira (9). Na sequência, deu entrada em um hospital privado em Brasília e foi transferido para a unidade de São Paulo. Na capital paulista, passou por uma cirurgia de emergência para drenagem de um hematoma. O procedimento ocorreu sem intercorrências e Lula está bem e sob monitoramento em leito de UTI.

De acordo com os médicos, a hemorragia de Lula decorre da queda sofrida no banheiro, no Palácio da Alvorada, em 19 de outubro. Na ocasião, o acidente doméstico resultou em um ferimento na parte de trás da cabeça, que exigiu cinco pontos de sutura. Após o episódio, diversas viagens internacionais foram canceladas por recomendação médica. O presidente tem 79 anos.

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Em coletiva de imprensa, a equipe médica ressaltou que Lula vai ficar internado durante 48 horas na UTI e a previsão de alta médica é na próxima semana. Enquanto isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin não vai assumir as funções da Presidência da República. Um dos pontos destacados pelos profissionais é de que as funções neurológicas do presidente estão preservadas.

A hemorragia intracraniana é uma condição séria e ocorre quando há sangramento dentro do cérebro ou entre membranas protetoras — este último foi o caso de Lula, segundo a equipe médica. O presidente foi submetido a uma trepanação para drenagem do hematoma. A hemorragia intracraniana pode ser causada por fatores como traumas, hipertensão, aneurismas rompidos ou outras condições médicas.

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Lula segue em repouso. Apesar da condição, não há orientação médica para afastamento das funções presidenciais. Com isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin não deve assumir o Palácio do Planalto. A legislação do país não prevê o afastamento do presidente em virtude de uma emergência médica ou motivos de saúde em curto prazo. A Constituição só afirma que em casos de “impedimento” do presidente, o vice assumirá a função.

No entanto, Alckmin já chefiou agendas que seriam inicialmente de Lula, como a reunião com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico. Nesta quarta-feira (11), o vice-presidente participou da posse do novo presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo. O vice tem 72 anos e Lula, 79.

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