Lula celebra acordo Mercosul–UE nas redes, mesmo sem ir à cerimônia de assinatura
Presidente destaca artigo publicado em jornais de 27 países e diz que pacto é resposta do multilateralismo ao isolamento

Mesmo sem comparecer à cerimônia de assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o avanço do tratado nas redes sociais neste sábado (17). Em publicação no X, Lula destacou manchetes de jornais internacionais que repercutem um artigo de sua autoria, divulgado em 27 países dos dois blocos.
“O acordo cria a maior área de livre comércio do mundo. Não existe economia isolada. O comércio internacional não é um jogo de soma zero. Todos querem crescer, e a nova parceria irá criar oportunidades mútuas de emprego, geração de renda, desenvolvimento sustentável e progresso econômico”, escreveu.
No texto, o presidente afirma que o acordo entre Mercosul e a União Europeia representa “uma resposta do multilateralismo ao isolamento”, em um cenário global marcado por protecionismo e unilateralismo. Segundo Lula, mesmo diante de visões distintas em alguns temas, os blocos encontraram convergências por meio do diálogo.
O artigo foi publicado simultaneamente em jornais de países do Mercosul Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai e de 22 países da União Europeia, entre eles Alemanha, França, Itália, Espanha e Portugal. A estratégia, segundo o presidente, foi reforçar a mensagem política do acordo às vésperas da assinatura formal.
Lula afirma que o tratado cria a maior área de livre comércio do mundo, ao reunir 31 países com cerca de 720 milhões de habitantes e um PIB (Produto Interno Bruto) combinado superior a US$ 22 trilhões. Para o presidente, a integração amplia o acesso a mercados estratégicos, com regras claras e previsíveis, além de estimular investimentos, exportações e cadeias produtivas nos dois lados do Atlântico.
O presidente também destaca que a versão final do acordo prevê salvaguardas para setores considerados vulneráveis, compromissos ambientais, proteção aos direitos trabalhistas e a manutenção do papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico e social. Segundo ele, a complementaridade entre as economias sul-americanas e europeias cria oportunidades que vão da bioeconomia à indústria de alta tecnologia, passando por pequenos e médios produtores.
Apesar da celebração, Lula pondera que a assinatura representa apenas o primeiro passo. No artigo, afirma que o sucesso do acordo será medido pela velocidade com que seus efeitos cheguem “às prateleiras dos mercados, ao campo, às fábricas e aos bolsos dos cidadãos”. Ele defende uma implementação ágil e transparente do que foi pactuado.
Ao final, o presidente associa o acordo a um gesto político mais amplo, ao afirmar que a cooperação entre blocos é mais eficaz do que a intimidação e o conflito.
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