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Lula chama tarifas dos EUA de ‘armas de chantagem’ na ONU

Presidente criticou medidas protecionistas, defendeu multilateralismo e afirmou que a OMC ‘respira por aparelhos’

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula criticou o uso de tarifas comerciais como "armas de chantagem" na Assembleia Geral da ONU.
  • O presidente destacou que as medidas protecionistas ameaçam o sistema multilateral e a OMC.
  • Embora não tenha citado diretamente os EUA, a crítica ocorre em meio à disputa comercial com o governo Trump.
  • Lula defendeu a importância das instituições multilaterais e mencionou a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula
Presidente Lula fez o discurso de abertura da 81ª Assembleia das Nações Unidas Reprodução/YouTube @unitednations - 22.09.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (22) o uso de tarifas comerciais como instrumento de pressão entre países e afirmou que medidas protecionistas ameaçam o sistema multilateral.

Durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, Lula classificou as tarifas como “armas de correção e chantagem”.


“Os pilares do multilateralismo estão sendo corroídos. A Organização Mundial do Comércio respira por aparelhos. Então, os governos capitulam frente aos que usam tarifas como armas de correção e chantagem. As consequências são nefastas”, afirmou.

Embora não tenha citado os Estados Unidos nesse trecho, a declaração ocorre em meio à disputa comercial entre Brasil e governo de Donald Trump. As medidas norte-americanas atingem produtos brasileiros com sobretaxas que podem chegar a 37,5% em determinados casos.


Crítica ao protecionismo

Lula defendeu a retomada do papel das instituições multilaterais na condução das relações comerciais e afirmou que o Brasil continuará buscando ampliar suas relações econômicas com outros países.

A crítica às tarifas também havia aparecido na entrevista concedida pelo presidente à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, na segunda-feira (21).


Na ocasião, Lula afirmou que considera a forma de governar de Trump semelhante à de um “imperador” e disse que o Brasil poderá aplicar a Lei da Reciprocidade caso as negociações com os Estados Unidos não avancem.

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