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R7 Brasília

Lula pede a Alckmin medidas para reduzir preço de produtos da linha branca ao RS

Presidente disse que uma das preocupações é evitar ‘empecilho burocrático’ nas medidas tomadas pelo governo para ajudar o estado

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Contas de Lula serão apreciadas pelo TCU Antonio Cruz/Agência Brasil - 28.5.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quarta-feira (29) ao vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para pensar em medidas que possam baixar o preço dos eletrodomésticos da chamada linha branca, como geladeira e fogão, para o povo gaúcho afetado pelas chuvas e enchentes.

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“As pessoas precisam do dinheiro para comprar o mínimo necessário, para comprar uma roupa, para comprar um chinelo, para comprar um fogão, para comprar uma geladeira, e nós sabemos da dificuldade. Eu já pedi para o Alckmin conversar com os companheiros que fabricam a linha branca para que, neste momento no Rio Grande do Sul, as pessoas levem em conta que a gente vai ter que oferecer produtos da mesma qualidade, mas mais baratos, para que o setor também possa dar contribuição como aconteceu com o setor da carne”, disse Lula.

As declarações foram dadas pelo presidente durante anúncio de novas medidas que visam à reconstrução do Rio Grande do Sul. Entre as novas ações, estão linha de financiamento para empresas, flexibilização das cooperativas de crédito e ampliação do acesso ao crédito rural. As novidades foram apresentadas por integrantes do governo federal, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, explicou que Alckmin já se reuniu com empresários do setor de produtos de linha branca, uma vez que havia a possibilidade de o governo fazer uma aquisição de equipamentos e, consequentemente, distribuir para as pessoas afetadas pelas chuvas.


“Mas a logística é tão gigantesca, e tem pessoas que perderam geladeira, fogão, e achamos mais adequado distribuir o Auxílio Reconstrução, de R$ 5,1 mil. O que está se articulando agora é ver como a oferta desses produtos, lá no comércio do Rio Grande do Sul, pode contar com desconto de 15%, que foi originalmente o que o setor tinha discutido com Alckmin”, explicou Miriam.

Lula quer evitar empecilhos

Em seu discurso, Lula afirmou que uma das preocupações, neste momento, é fazer com que não haja “qualquer empecilho burocrático” que possa atrapalhar as decisões tomadas pelo governo para socorrer os municípios gaúchos.


“E eu quero que cada mulher e cada homem do Rio Grande do Sul [saiba] que o governo federal, enquanto eu for presidente, estará junto para tentar reconstruir tudo aquilo que vocês levaram a vida inteira para construir e, por um desastre climático, quem sabe por irresponsabilidade humana, vocês perderam”, afirmou.

“Para que a gente não deixe efetivamente a peteca cair e a gente assuma o compromisso de cumprir aquilo que nós prometemos, que o governo federal não faltará ao Rio Grande do Sul. Eu digo isso porque é importante que a gente saiba que nós mudamos o paradigma de tratar de problemas climáticos neste país. A partir de agora, qualquer região que tiver problema climático terá que ter tratamento especial. Por isso trabalhamos na construção de um plano antecipado, para que a gente tente evitar que as coisas aconteçam neste país”, completou.

Dados da Defesa Civil, divulgados às 9h desta quarta-feira (29), apontam que 169 pessoas morreram em decorrência das chuvas e das enchentes que assolam o estado. Segundo o órgão, 44 estão desaparecidos, 581.638 estão desalojados e 47.651 estão em abrigos. Ao todo, 471 municípios gaúchos e 2.345.000 pessoas foram afetadas pela tragédia ambiental, que começou no final de abril.

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