Lula confirma presença no funeral do papa Francisco, em Roma
Último encontro entre petista e pontífice ocorreu no ano passado, na Itália; brasileiro decretou 7 dias de luto em homenagem ao sacerdote
Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ao funeral do papa Francisco, em Roma, na Itália. A informação foi confirmada pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da presidência) nesta segunda-feira (21). A despedida ao pontífice deve ocorrer entre a próxima sexta-feira (25) e domingo (27). O papa Francisco morreu aos 88 anos na madrugada desta segunda, de insuficiência cardíaca e AVC (acidente vascular cerebral). Lula decretou luto oficial de sete dias no Brasil, em homenagem ao sacerdote.
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O presidente vai ao velório do argentino acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva. Segundo a Secom, a lista completa da comitiva da viagem deve ser divulgada nesta terça-feira (22). A data da ida deve ser confirmada em breve, a depender dos protocolos do Vaticano.
O petista e o papa encontraram-se oficialmente em, ao menos, três ocasiões. A última delas foi durante a Cúpula do G7, grupo que reúne as sete maiores economias globais, na região de Apúlia, no sul da Itália.
Homenagem
Em vídeo divulgado na noite desta segunda, Lula voltou a lamentar a morte de Francisco. O petista relembrou a atuação do pontífice em defesa dos direitos humanos e no combate às mudanças climáticas.
“Francisco foi o papa do acolhimento e, por isso, acordamos hoje um pouco órfãos do seu afeto, que era livre de preconceitos e julgamentos, num mundo que sofre com a discriminação e a intolerância. Para Francisco, somos todos irmãos, criados para amarmos uns aos outros. E, por sermos todos irmãos, não há razão para tanta discórdia, ódio, guerras e desigualdade no mundo. Francisco foi o papa de todos, mas, principalmente, dos excluídos, dos mais pobres, dos injustiçados, dos imigrantes, dos que não têm voz, das vítimas da fome e do abandono”, lamentou o petista.
Trajetória do pontífice
Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, Argentina, foi o 266º pontífice da Igreja Católica e o primeiro papa de origem latino-americana.
Antes de ingressar no sacerdócio, estudou química e trabalhou como técnico na área. Entrou para a Companhia de Jesus em 1958 e foi ordenado padre em 1969. Ao longo dos anos, assumiu diferentes funções na Igreja, tornando-se arcebispo de Buenos Aires em 1998 e cardeal em 2001.
Em 13 de março de 2013, foi eleito para suceder o papa Bento 16.
Durante o papado, Francisco lidou com escândalos da Igreja Católica. Centenas de vítimas em todos os continentes denunciaram abusos sexuais de padres, bispos e funcionários ligados à instituição.
O papa chegou a se desculpar publicamente pelos crimes, mas muitos casos permanecem encobertos e sem investigação ou julgamento.
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