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Lula defende responsabilidade fiscal e ‘economia arrumada’

Presidente se reuniu com autoridades e conselheiros econômicos e pediu que seus ministros afunilem medidas

Brasília|Da Reuters com Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula destacou a importância da responsabilidade fiscal e jurídica para atrair investidores durante a reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.
  • O presidenteenfatizou a necessidade de ter uma "economia arrumada" para garantir investimentos no país.
  • Reuniões com autoridades e conselheiros econômicos foram realizadas para discutir a agenda econômica do próximo mandato de Lula.
  • O encontro ocorreu em meio a incertezas sobre a equipe econômica e a política fiscal após a reeleição, o que gerou preocupações no mercado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com autoridades e conselheiros econômicos Adriano Machado/Reuters - 21.10.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a primeira reunião do novo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), nesta quinta-feira (5), para destacar a importância da responsabilidade fiscal e jurídica para atrair investidores para o Brasil.

Lula lembrou em discurso aos presentes que, para atrair investimentos, é preciso ter a “economia arrumada”.

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“Para a gente atrair [investidores], temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, disse.

O presidente afirmou que não deseja que o Estado “seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização”, referindo-se às terras raras e minerais críticos.

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“Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza. Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade”, disse.

Ao mesmo tempo que fez um aceno ao mercado financeiro, indicando uma política econômica austera e com equilíbrio nas contas públicas, também fez uma reverência aos mais de 64 milhões de eleitores que garantiram seu quarto mandato, lembrando da mobilização da população nas urnas e nas ruas para reelegê-lo.

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“Quem ganhou essa eleição não foi um partido nem um candidato. Quem ganhou essa eleição foi o povo brasileiro, que acordou para não permitir que o país caísse num abismo de incerteza”, disse o presidente, lembrando dos jovens que foram às ruas para uma série de atos de apoio à sua reeleição e do esforço dos idosos para votar, mesmo doentes ou com dificuldade de locomoção.

“Precisamos provar ao voto do dia 25 de outubro que valeu a pena o povo brasileiro fazer o que fez nas ruas, nas redes, e os nossos velhinhos que fizeram o sacrifício que fizeram para votar num projeto que pode dar dignidade de decência a esse país chamado Brasil.”

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Reunião estratégica

Mais cedo, Lula se reuniu com autoridades e conselheiros econômicos para debater a agenda econômica de seu próximo mandato, e pediu que seus ministros afunilem medidas.

A reunião ocorreu um dia após o Banco Central interromper o ciclo de cortes de juros e em meio a incertezas sobre o futuro da equipe econômica e da política fiscal de Lula depois de sua reeleição — o que tem provocado turbulência em indicadores e cobranças de agentes do mercado e economistas.

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