Lula discute acordo entre Mercosul e UE com líderes europeus nesta sexta-feira
Presidente se encontra com Ursula von der Leyen e Antônio Costa antes da ratificação do acordo pelo bloco sul-americano
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra líderes europeus nesta sexta-feira (16) para discutir o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
A reunião, prevista para esta tarde, no Rio de Janeiro, busca um alinhamento das lideranças que serão contempladas pelo acordo comercial entre os blocos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, serão recebidos no Palácio do Itamaraty, no centro da capital fluminense.
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O encontro se dá um dia antes da cerimônia de assinatura do tratado por parte do Mercosul. O bloco sul-americano confirmou que vai ratificar o texto neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, pelo fato de o país ocupar a presidência rotativa do bloco.
A representação brasileira no evento ficará a cargo do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, diante da ausência do presidente Lula.
Além da assinatura do Mercosul, o texto precisa ser ratificado pelos parlamentos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A expectativa é de que parcerias comerciais sejam firmadas antes mesmo da conclusão desse rito.
O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, prevê que o acordo entre em vigor no segundo semestre deste ano. A meta é concluir os trâmites até junho, para que os benefícios passem a valer logo em seguida.
“São cinco países no Mercosul [Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, agora, Bolívia]. E a União Europeia, com 27 países dos mais ricos do mundo. Isso significa comércio. Vamos vender mais para eles. Zerar a tarifa. Então você tem livre comércio — mas livre comércio com regras. Também vamos comprar mais deles", detalhou Alckmin, nessa quinta-feira (15).
Livre comércio
O acordo estabelece uma zona de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Pelos cálculos dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a parceria integrará um mercado com PIB combinado de US$ 22 trilhões.
Em outra frente, o tratado prevê reduzir tarifas de produtos importados pelo Brasil e Europa, o que poderá baratear itens de saúde e alimentação no Brasil.
Entre os produtos beneficiados, estão medicamentos, máquinas industriais, veículos e fertilizantes. A expectativa é de que mercadorias europeias fiquem mais baratas no Brasil, devido à redução de impostos.
A implementação do benefício será gradual, com prazo estimado de 8 a 12 anos. Paralelamente, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) projeta um aumento no volume de importações.
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