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Mãe de Marielle após julgamento: ‘Saímos hoje de cabeça erguida’

Familiares da vereadora assassinada passaram mal durante sessão; as penas dos cinco condenados variam de 9 a 76 anos

Brasília|Gabriela Coelho e Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Família de Marielle Franco comemora o desfecho do julgamento dos mandantes de seu assassinato.
  • As penas dos condenados variam de 9 a 76 anos, e a decisão do STF é vista como um alívio pela mãe de Marielle.
  • Durante a sessão, a mãe e a filha de Marielle passaram mal, evidenciando a carga emocional do momento.
  • Além das penas, os condenados deverão pagar R$ 7 milhões de indenização às famílias de Marielle e Anderson.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As famílias de Marielle e Anderson acompanharam presencialmente os dois dias de julgamento no STF Antonio Augusto/STF - 25.02.2025

A família de Marielle Franco comemorou, nesta quarta-feira (25), o desfecho do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre os mandantes dos assassinatos da vereadora e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março de 2018.

Para Marinete Silva, mãe de Marielle, as penas dadas no julgamento são um “alívio”.

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“É um dia histórico, com mais um dever cumprido. Hoje tivemos a resposta e é um alívio. Porque pergunta ‘quem mandou matar Marielle’ ecoava no mundo, e saímos hoje de cabeça erguida. Saímos com o coração acalentado”, afirmou.

A mãe da vereadora lembrou da luta “incansável” para mostrar ao mundo quem foram Marielle e Anderson. “Agradeço por estar viva e digo que é possível acreditar numa instituição séria numa democracia. A gente não pode mais passar por isso”, continuou.

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Nas palavras de Mônica Benício, viúva de Marielle, chamou atenção também para o recado político e social. “O que nós perdemos é irreparável, mas a democracia precisa ser reparada. Que o caso da Marielle possa servir como um recado que não haverá impunidade. O STF quebra um ciclo de punitivismo seletivo”, apontou.

Familiares sentem-se mal

Durante a sessão, Marinete passou mal e, aos prantos, foi atendida por brigadistas da Corte. Ela estava com a pressão arterial em 17 x 12. Após cerca de meia hora, voltou à sala para acompanhar o restante do julgamento.

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Pouco depois, no mesmo local, Luyara, filha de Marielle, passou mal e foi levada de cadeira de rodas a uma tenda de atendimento em saúde.

O pai da vereadora, Antônio Francisco da Silva Neto, também passou mal e agradeceu à cobertura da morte de sua filha. “Tive um pico de pressão e não estou me sentindo bem. Quero agradecer a cobertura nesses quase 8 anos de angústia e chegamos hoje numa decisão.”

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“Recado para uma parcela da sociedade”

Ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, Anielle Franco comentou a decisão do Supremo. Emocionada, a ministra disse que a violência política de gênero precisa acabar.

“Meus pais e minha sobrinha não se sentiram bem. Tem sido um peso, mas queria tirar do meu peito uma fala que ecoa no meu coração: isso também é um recado para uma parcela da sociedade que debochou da morte da minha irmã. A Marielle foi tirada da gente em uma quarta-feira, que nem hoje. Todas as vezes que falamos de justiça, as pessoas debochavam. Eu jurei que ia honrar a minha irmã. A violência política de gênero precisa ser aniquilada”, declarou.

Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle e sobrevivente do atentado, também apontou a decisão histórica tomada pelo STF. “O recado é que isso não vai ser mais tolerado. Depois de quase uma década, tivemos a resposta”, apontou.

Penas e indenização de R$ 7 milhões

Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados como mandantes do crime. Cada um recebeu pena de 76 anos e 3 meses de prisão, sendo:

O major da PM Ronald Paulo de Alves Pereira também foi condenado pelos homicídios e recebeu pena de 56 anos de prisão em regime fechado.

Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi condenado por obstrução à Justiça e corrupção passiva, com pena de 18 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, e 360 dias-multa (1 salário-mínimo).

Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão no TCE-RJ, foi condenado por participação em organização criminosa e recebeu 9 anos de reclusão e 200 dias-multa.

Além dessas penas, os condenados deverão pagar indenização às famílias de Marielle e Anderson e à vítima Fernanda, em valor fixado em R$ 7 milhões pelo Supremo.

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