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Mãe do rapper Oruam deixa prisão e vai usar tornozeleira eletrônica

Prisão preventiva foi convertida em domiciliar por decisão do STF; Marcia era investigada por suposto envolvimento com facção

Rio de Janeiro|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A mãe do rapper Oruam, Marcia Gama dos Santos Nepomuceno, foi liberada da prisão preventiva e agora cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, conforme decisão do STF.
  • Marcia foi presa em uma operação da Polícia Federal contra o crime organizado, por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
  • A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, visava desarticular uma estrutura criminosa que controlava o fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro.
  • Foram cumpridos 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões relacionados ao grupo criminoso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mãe e primo de Oruam são alvos da polícia por atuação no Comando Vermelho Reprodução/RECORD - arquivo

A mãe do rapper Oruam, Marcia Gama dos Santos Nepomuceno, deixou o Presídio Djanira Dolores de Oliveira em que estava detida preventivamente, e foi levada para casa com tornozeleira eletrônica neste domingo (8). A medida foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que converteu a prisão preventiva de Marcia em prisão domiciliar.

Marcia foi presa em 19 de outubro durante uma operação da PF (Polícia Federal) contra o crime organizado por suposto envolvimento com o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.

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Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a Operação Backbone buscava desarticular uma estrutura criminosa ligada ao Comando Vermelho que impunha o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão.

Segundo as investigações, o grupo utilizava ameaças e violência para controlar o serviço e movimentar recursos por meio de empresas provedoras de internet e outros negócios.

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Ao todo, os agentes cumpriram na data 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, além de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, Maricá, na Região Metropolitana, e Magé, na Baixada Fluminense.

Um dos mandados judiciais apresentados determinava a busca e apreensão de armas, munições, computadores, celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos no endereço de Marcia Gama, localizado no bairro do Pechincha, na zona sudoeste da cidade.

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A decisão judicial também autorizava os agentes a acessar e analisar dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos, inclusive mensagens, e-mails e arquivos guardados em serviços de armazenamento em nuvem.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões, atingindo 40 pessoas físicas e 42 empresas. Além disso, foi ordenada a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, entre elas provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e negócios apontados como estruturas de fachada utilizadas para viabilizar as práticas criminosas.

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Facção impunha contratação de internet com ameaças

De acordo com a Polícia Federal, traficantes armados cortavam cabos e incendiavam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes. As ações impediam a realização de reparos e dificultavam a prestação do serviço, forçando moradores e comerciantes a contratar provedores autorizados pelo grupo criminoso.

Essas empresas, por sua vez, pagavam mensalmente uma espécie de taxa à facção para operar nas comunidades dominadas. A cobrança transformou a exploração da internet em uma importante fonte de renda do crime organizado, além de contribuir para as disputas territoriais entre grupos criminosos.

Registros contábeis da própria organização indicam que, em apenas um mês, a arrecadação com o serviço de internet representou mais de 40% de toda a receita do grupo no Complexo da Penha, segundo as investigações.

Dinheiro era lavado por meio de empresas e imóveis

As apurações também apontaram que um dos antigos líderes da facção, preso há quase 30 anos e atualmente custodiado no Sistema Penitenciário Federal, continuaria exercendo controle sobre atividades empresariais exploradas nos territórios dominados pelo grupo. A atuação ocorreria em conjunto com familiares e outras lideranças da organização criminosa.

Segundo a PF, os recursos eram repassados à família do investigado por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem. Para ocultar a origem do dinheiro, o grupo utilizaria produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão adquiridos com pagamentos em espécie e criptoativos.

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