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Maioridade penal sai da PEC da Segurança e será analisada em projeto separado

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta confirmou votação em plenário nesta quarta-feira

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou a votação da PEC da Segurança Pública em plenário para quarta-feira (4).
  • A proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos foi retirada do texto para facilitar a votação.
  • Essa questão será avaliada separadamente, com a possibilidade de um referendo em 2028 para a decisão popular.
  • Motivações para a retirada incluem o foco na reestruturação do sistema de segurança pública e a importância do tema.

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Reunião de Líderes. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB)
Hugo Motta disse que PEC será votada no plenário nesta quarta-feira Marina Ramos/Câmara dos Deputados - 24.2.2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a PEC da Segurança Pública será votada pelo plenário da Casa nesta quarta-feira (4).

No entanto, um dos pontos mais polêmicos da proposta, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, foi retirado do texto. Essa medida será analisada posteriormente em um projeto independente.


A declaração foi dada em entrevista coletiva com o relator da PEC, Mendonça Filho (União-PE).

A retirada foi um apelo pessoal do presidente da Câmara para viabilizar a votação da matéria.


“Nós não deliberaremos sobre esse referendo para o ano de 2028 para que a população brasileira possa decidir se quer ou não reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Entendemos que essa é uma pauta importante, que precisa ser discutida. Porém, você trazer um tema como esse para uma pauta estrutural, como é a pauta da segurança — a ideia inicial do governo de criar o Sistema Único da Segurança Pública e tantas outras ideias que estão sendo atendidas no relatório do deputado Mendonça Filho —, seria trazer para o debate um tema que nós entendemos que a Câmara deve deliberar apenas sobre ele”, explicou Motta.

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O relator concordou que o debate intenso e acalorado da redução da maioridade penal, poderia atrapalhar a discussão do texto.


“O que o presidente fez foi trazer que a discussão em si pode se dar em paralelo à discussão do redesenho da estrutura de segurança pública no país. A gente reconheceu que essa proposta do presidente Hugo era válida. Eu não poderia comprometer todo o trabalho executado até aqui”, afirmou o relator.

Segundo ele, a PEC poderia ser aprovada, mas corria o risco de “morrer” no Senado.


A discussão sobre o tema partiu do relator, que alterou a redação original da proposta e sugeriu a realização de um referendo nas eleições municipais de 2028 para a população decidir sobre a redução da maioridade penal para 16 anos. A mudança valeria para casos de crimes cometidos “com violência ou grave ameaça à pessoa”.

Segundo o deputado, já tramita na CCJ uma PEC sobre o tema e Hugo Motta se comprometeu a constituir uma comissão especial presidida por Aluísio Mendes (Republicanos-MA) com relatoria de Mendonça Filho.

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