Malafaia cita perseguição política após denúncia da PGR por calúnia e difamação
Processo diz repeito a críticas feitas pelo líder religioso ao Exército depois da prisão de Braga Netto
Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília
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O líder religioso Silas Malafaia usou as redes sociais, nesta sexta-feira (26), para criticar a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por calúnia e difamação contra ele.
O caso se refere a declarações feitas por ele em abril deste ano, quando criticou a postura do alto comando do Exército diante da prisão do general Braga Netto, em 2024.
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No documento exibido por Malafaia em vídeo, consta que os crimes teriam sido praticados contra o atual comandante da Força, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva.
O líder religioso contesta a acusação e afirma que o nome do militar “nunca foi citado” em suas falas.
“Essa é uma maneira covarde de produzir uma puríssima perseguição política. O que eu falei na Avenida Paulista, em qualquer nação democrática do mundo, é liberdade de expressão”, declarou.
Outro ponto questionado por Malafaia é o fato de a denúncia ter sido encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo a justificativa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, Moraes é o relator do inquérito das milícias digitais e, por isso, o caso deve ficar sob a relatoria dele.
Malafaia, no entanto, argumenta que não tem prerrogativa de foro. “Eu não tenho prerrogativa de função, não tenho foro no STF. Ele tinha que mandar para a primeira instância”, afirmou.
Em críticas diretas a Gonet, Malafaia disse que o procurador teria se tornado “capacho” e “subserviente” a Moraes.
“Você envergonha essa instituição honrada e séria, que merece aplausos, o Ministério Público Federal. Isso é um absurdo”, pontuou.
Intimação
Malafaia também questionou o que chamou de “velocidade” na tramitação do inquérito.
Segundo ele, a denúncia foi apresentada no dia 18 de dezembro, e o ministro Alexandre de Moraes já teria expedido uma intimação no dia 20.
“Vale destacar que, de 20 de dezembro a 20 de janeiro, é o recesso do Judiciário e, segundo o regimento interno do STF, o recesso é restrito a medidas urgentes”, afirmou.
Relembre
Em 6 de abril, durante um ato realizado na Avenida Paulista, Silas Malafaia fez duras críticas a “generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército”.
“Eu não posso esquecer de falar do general Braga Netto. Sabe por que ele está preso? Porque Alexandre de Moraes diz que ele estava tentando obstruir o processo. Um general condecorado no exterior, com ficha limpa”, afirmou Malafaia em seu pronunciamento no ato.
“Ah, eu não vou me calar aqui não”, prosseguiu. “Cadê esses generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos. Cambada de covardes. Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem”, disparou.
Em seguida, acrescentou: “Não é para dar golpe, não. É para marcar posição”.
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