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Manifestações pelo Brasil pedem o fim da violência contra a mulher

Atos em todo o país cobraram o fim do feminicídio e mais direitos para mulheres

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Milhares de pessoas se mobilizaram em atos pelo Dia Internacional da Mulher em todo o Brasil, pedindo o fim da violência contra as mulheres.
  • Os protestos destacaram o aumento de 4,7% no número de feminicídios em 2025, com 1.568 vítimas registradas.
  • Além do fim do feminicídio, as manifestações também exigiram melhores condições de trabalho e políticas públicas mais eficazes para mulheres.
  • Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram palco de grandes mobilizações, incluindo ações de resistência contra agressões às manifestantes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Atos reuniram milhares de pessoas em diversas capitais com críticas à violência contra mulheres ESTADÃO CONTEÚDO

O Dia Internacional da Mulher foi lembrado com atos em todos os Estados e no Distrito Federal com milhares de pessoas pedindo o fim da violência contra as mulheres. Segundo o Fórum de Segurança Pública, o Brasil contabilizou 1.568 vítimas em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.

As mobilizações deste domingo (8) também registraram outras demandas como o fim da escala 6x1 da jornada de trabalho, proposta atualmente em debate no Congresso, e o aumento da participação feminina na política nacional.


Os atos reuniram entidades, organizações da sociedade civil, grupos políticos, principalmente da esquerda, e movimentos feministas.

São Paulo

Na capital paulista, dois atos foram realizados na Avenida Paulista. Pela manhã, a manifestação contou com a presença de políticas como a vereadora Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabela Nardoni, morta pelo pai e pela madrasta em 2008.


Na parte da tarde, às 14 horas, outro grupo se juntou na Avenida Paulista para pedir o fim dos feminicídios.

Outras pautas também dominaram o ato como: melhores condições de trabalho e a retomada de aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. O hospital de referência teve o seu serviço de aborto legal encerrado em dezembro de 2023 pela Prefeitura.


Cartazes e faixas também chamaram atenção também para a necessidade de políticas públicas mais eficazes.

Durante o ato na Paulista, um grupo de homens chegou a provocar as manifestantes.


A Guarda Civil Metropolitana foi acionada para conter a confusão e usou spray de pimenta para dispersar o grupo. O ato seguiu normalmente após o incidente.

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Rio de Janeiro

Na capital fluminense, o ato aconteceu em Copacabana, no mesmo bairro em que há poucas semanas uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo.

Na semana passada, a Polícia Civil prendeu quatro acusados e apreendeu um adolescente, considerado pela investigação como mentor dos crimes.

Durante o ato, na altura do Posto 3, representantes de grêmios estudantis do Colégio Pedro II, onde dois suspeitos estudavam, estavam presentes. Um cartaz mostrou o rosto dos jovens sob a inscrição “estupradores”.

Já na areia de Copacabana, mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil fincaram cruzes com o lema “Parem de nos matar”.

Belo Horizonte

A capital mineira também contou com um ato. Centenas de manifestantes se reuniram na Praça Raul Soares, no centro. O protesto começou por volta das 9h e ocorreu por toda manhã.

Salvador

Na capital baiana, a marcha seguiu a mesma demanda dos outros atos: “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”.

Distrito Federal

Na capital federal, manifestantes marcharam da Funarte até o Palácio do Buriti contra o feminicídio.

Outras capitais

Diversas cidades também registraram manifestações com o mesmo lema como: Belém, Cuiabá, Goiânia, Aracaju, Maceió, Natal, Palmas, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza, Manaus e Boa Vista.

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