Marcos Pereira defende privatização dos Correios em meio a ‘mini-CPI’ no Senado
‘Mini-CPI’ vai apurar questões como má gestão, desvio de recursos e influência político-partidária nos Correios
Brasília|Do R7, em Brasília
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O deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), presidente nacional do partido, afirmou nesta quinta-feira (4) que a privatização é o único caminho viável para recuperar os Correios. Ele fez a declaração após o Senado aprovar uma proposta de fiscalização e controle — espécie de “mini-CPI” — que autoriza uma investigação ampla sobre possíveis irregularidades na gestão dos Correios.
“A privatização é o único caminho viável para recuperar os Correios, atrair investimento privado, modernizar os serviços e proteger os empregos de quem trabalha de verdade. Lula, Haddad, bora privatizar logo os Correios. Não dá para adiar mais”, destacou Pereira, lembrando que a proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado.
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Segundo o parlamentar, a situação da empresa se agravou nos últimos meses. Ele destacou que o balanço do primeiro semestre de 2025 mostra um prejuízo acumulado de quase R$ 4 bilhões — um aumento de 222% em relação ao mesmo período do ano anterior. “A estatal já acumula mais de R$ 4 bilhões em prejuízos só nos seis primeiros meses deste ano. É escandaloso”, criticou.
Pereira rebateu a justificativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que argumentou que os Correios enfrentam dificuldades porque precisam entregar cartas em regiões remotas por um valor baixo. “Ora, ministro, isso aí é o mínimo que se espera de um serviço público essencial. Esse argumento é fraco e não condiz com a verdade”, disse.
Para o deputado, a crise se agravou depois que o governo federal retirou a empresa do plano de privatização. Ele afirma que os Correios sofrem com a falta de investimentos em tecnologia, uma folha de pagamento “inchada” e sistemas ultrapassados, o que compromete a competitividade frente ao mercado privado. Além disso, a estatal estaria acumulando dívidas com transportadoras terceirizadas, o que tem levado à suspensão de serviços e a atrasos na entrega de mercadorias.
Marcos Pereira ressaltou que a ineficiência afeta diretamente a população e os pequenos negócios. “Quem sofre com isso é o povo. As pequenas empresas que dependem da logística dos Correios para vender seus produtos também estão sendo prejudicadas. É o artesão, o lojista, o empreendedor digital, todo mundo penalizado pela ineficiência e pela falta de compromisso com o futuro da empresa”, afirmou.
“Mini-CPI”
A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado aprovou nesta semana uma proposta de fiscalização e controle sobre os Correios para apurar questões como má gestão, desvio de recursos, influência político-partidária, irregularidades contábeis, riscos à saúde ocupacional de funcionários e falta de transparência.
Entre os principais pontos a serem investigados estão supostas manobras contábeis, contratos de patrocínio e publicidade, nomeações políticas sem critérios técnicos, retenção de repasses ao fundo Postal Saúde e ao Postalis, além de denúncias de assédio moral contra funcionários.
Também serão alvo de fiscalização possíveis irregularidades no transporte de produtos perigosos, a existência de agências “piratas” que utilizariam a estrutura dos Correios de forma paralela e a comercialização indevida de etiquetas postais. O plano prevê ainda a convocação de ministros de Estado, do presidente da estatal, de ex-dirigentes e representantes de sindicatos e fornecedores para depoimentos.
A proposta de fiscalização e controle não precisa passar pelo plenário do Senado nem ser promulgada. O relatório final da “mini-CPI” deverá ser encaminhado à Mesa Diretora do Senado, ao TCU, ao MPF, à AGU (Advocacia-Geral da União) e à Comissão Mista de Orçamento, podendo também sugerir mudanças na legislação.
Perguntas e Respostas
Qual é a posição de Marcos Pereira sobre a privatização dos Correios?
Marcos Pereira, deputado federal e presidente nacional do Republicanos, defende que a privatização é o único caminho viável para recuperar os Correios. Ele acredita que isso ajudaria a atrair investimentos privados, modernizar os serviços e proteger os empregos dos trabalhadores.
O que motivou a declaração de Marcos Pereira?
A declaração de Pereira ocorreu após o Senado aprovar uma proposta de fiscalização e controle, uma espécie de “mini-CPI”, que autoriza uma investigação sobre possíveis irregularidades na gestão dos Correios. Ele mencionou que a proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado.
Quais são os problemas financeiros enfrentados pelos Correios?
Segundo Pereira, os Correios acumulam um prejuízo de quase R$ 4 bilhões no primeiro semestre de 2025, um aumento de 222% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ele considera essa situação escandalosa e critica a falta de investimentos e a má gestão da empresa.
Como Pereira responde às críticas do ministro da Fazenda?
Pereira rebateu a justificativa do ministro Fernando Haddad, que argumentou que os Correios enfrentam dificuldades devido à entrega de cartas em regiões remotas a baixo custo. Pereira considera esse argumento fraco e afirma que é esperado um serviço público essencial como os Correios.
Quais são as causas da crise nos Correios segundo Pereira?
Ele aponta que a crise se agravou após o governo federal retirar a empresa do plano de privatização, resultando em falta de investimentos em tecnologia, uma folha de pagamento excessiva e sistemas ultrapassados. Além disso, menciona que a estatal acumula dívidas com transportadoras, levando a atrasos e suspensão de serviços.
Qual é o impacto da ineficiência dos Correios na população?
Pereira afirma que a ineficiência dos Correios afeta diretamente a população e pequenos negócios, prejudicando artesãos, lojistas e empreendedores digitais que dependem da logística da empresa para vender seus produtos.
O que a proposta de fiscalização do Senado pretende investigar?
A proposta de fiscalização e controle aprovada pelo Senado visa apurar questões como má gestão, desvio de recursos, irregularidades contábeis e riscos à saúde ocupacional dos funcionários. Também serão investigadas manobras contábeis, contratos de patrocínio, nomeações políticas sem critérios técnicos e denúncias de assédio moral.
Como será o andamento da proposta de fiscalização?
A proposta não precisa passar pelo plenário do Senado nem ser promulgada. O relatório final da “mini-CPI” será encaminhado à Mesa Diretora do Senado, ao TCU, ao MPF, à AGU e à Comissão Mista de Orçamento, podendo sugerir mudanças na legislação.
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