Master: Congresso confia mais no Banco Central do que no STF sobre o caso, diz pesquisa
Levantamento com deputados e senadores aponta avaliação positiva do BC e forte reprovação ao Supremo na condução do caso
Brasília|Leonardo Meireles, do R7, em Brasília

Uma pesquisa do Ranking dos Políticos indica maior confiança do Congresso Nacional na atuação do Banco Central durante a liquidação extrajudicial do Banco Master do que no papel desempenhado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no mesmo caso.
O estudo ouviu 108 deputados federais e 30 senadores, entre os dias 28 de janeiro e 3 de fevereiro de 2026, respeitando a proporcionalidade partidária. A margem de erro chega a 6,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Na avaliação dos parlamentares, o Banco Central recebeu notas predominantemente positivas ou regulares, tanto na Câmara quanto no Senado. O resultado reforça a percepção de confiança em decisões técnicas relacionadas ao sistema financeiro.
Já a atuação do STF despertou maior rejeição. Na Câmara dos Deputados, os índices de avaliação ruim e péssima aparecem de forma mais intensa. No Senado, o desconforto também se destaca, embora com maior dispersão entre as respostas.
O levantamento mostra diferença clara entre os espectros políticos. Entre parlamentares da direita, a reprovação ao Supremo alcança os patamares mais altos. No centro, predomina uma leitura crítica moderada. Na esquerda, apesar de maior tolerância, o tribunal não conquista avaliação amplamente positiva.
Insegurança jurídica
Segundo a análise do Ranking dos Políticos, parte relevante do Congresso vê o STF como fator de insegurança jurídica, sobretudo em casos com impacto econômico e financeiro.
Esse cenário tende a estimular iniciativas legislativas voltadas à revisão de competências e ao controle de decisões judiciais com efeitos sistêmicos, diz uma das conclusões do estudo.
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