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Megaoperação no RJ: resposta do governo Lula inclui transferência de presos e viagem de ministros

Autoridades federais vão ao Rio nesta quarta-feira; líderes de organizações criminosas irão para prisões de segurança máxima

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Após operação policial no RJ que deixou 64 mortos, governo Lula transferirá 9 presos para prisões federais.
  • Transferência inclui líderes de organizações criminosas, como o Comando Vermelho.
  • Ministros e autoridades federais se dirigem ao RJ para discutir ações de inteligência conjunta.
  • Reunião de emergência abordou falta de consulta ao governo estadual durante a operação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro de Lula, Lewandowski deve ir ao Rio nesta quarta-feira (29) Valter Campanato/Agência Brasil - 17.06.2024

Após a megaoperação policial que deixou ao menos 64 mortos no Rio de Janeiro (RJ), o governo de Luiz Inácio Lula da Silva vai receber nove presos do estado em prisões de segurança máxima, de administração federal. O pedido foi feito pelo governador do RJ, Cláudio Castro, na tarde desta terça-feira (28) e já foi atendido pelo Executivo.

Entre os detentos que serão transferidos, estão líderes de organizações criminosas do Rio, como o Comando Vermelho.

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A decisão faz parte da reposta do governo federal à ação policial, a maior da história do estado. Em outra frente, ministros devem ir ao Rio de Janeiro nesta quarta (29). O objetivo é discutir com Castro e demais autoridades locais ações conjuntas de inteligência.

Devem ir ao RJ os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e o diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad.

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Esses pontos foram discutidos em reunião de emergência convocada pelo vice-presidente Alckmin na tarde desta terça. Lula estava em deslocamento de volta ao Brasil, após giro pela Ásia. A bordo de um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), o petista ficou incomunicável durante boa parte da operação. Lula chega a Brasília (DF) por volta das 20h30.

Como presidente em exercício, Alckmin discutiu o assunto em ao menos duas reuniões ao longo do dia. Após o segundo encontro do vice-presidente, a Casa Civil afirmou, em nota, que “durante a reunião, as forças policiais e militares federais reiteraram que não houve qualquer consulta ou pedido de apoio, por parte do governo estadual do Rio de Janeiro, para realização da operação”.

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Da reunião de emergência, participaram, além de Costa e Alckmin, os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social da presidência) e o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos.

“O ministro Rui Costa entrou em contato com o governador Cláudio Castro e comunicou a disponibilidade de vagas em presídios federais para receber os presos. Além disso, solicitou a realização de uma reunião de emergência na capital fluminense, com participação dele e do ministro Ricardo Lewandowski, nesta quarta-feira (29)”, acrescentou a nota do governo federal.

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