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Membros da CPMI do INSS repercutem operação e dizem que estão no ‘caminho certo’

Polícia Federal prendeu filho do ‘Careca do INSS’, além do secretário-executivo do Ministério da Previdência

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O deputado Alfredo Gaspar ressalta que a operação da PF confirma que a CPMI do INSS está "no caminho certo".
  • A operação prendeu 16 pessoas e fez 52 buscas, incluindo o secretário-executivo da Previdência e o filho do "Careca do INSS".
  • Gaspar já havia solicitado a oitiva do senador Weverton Rocha e prisões preventivas de envolvidos no esquema criminoso.
  • A CPMI busca responsabilizar os culpados e proteger aposentados e pensionistas lesados por fraudes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alfredo Gaspar, relator, e Duarte Jr., vice-presidente da CPMI do INSS comentaram operação Andressa Anholete/Agência Senado - 27.11.2025 e Geraldo Magela/Agência Senado - 6.11.2025

O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Investigação) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), afirmou que a operação da Polícia Federal desta quinta-feira (18) confirma que o trabalho dos parlamentares está “no caminho certo”.

“[As investigações] seguem avançando e que, mais cedo ou mais tarde, os responsáveis serão alcançados”, afirmou em nota.

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Gaspar também destacou que, entre os alvos, estão pessoas citadas durante os trabalhos da comissão.

“Entre eles, já havia formalizado o pedido de oitiva do senador Weverton Rocha, para prestar depoimento no colegiado e esclarecer seu relacionamento com Antônio Carlos Camilo, o ‘Careca do INSS’. Além disso, já havia solicitado as prisões preventivas de Romeu Antunes e Éric Fidelis, presos hoje, por suas ligações com esse grave crime contra aposentados e pensionistas”, disse.

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Já o vice-presidente da Comissão, deputado Roberto Duarte Jr. (PSB-MA), afirmou considerar a convocação do senador Weverton Rocha, um dos alvos da operação, para ele prestar esclarecimentos à comissão.

“Não cabe à CPMI blindar ninguém. Nosso papel é ouvir todos que precisam prestar esclarecimentos sobre os fatos, sem exceções, com transparência e responsabilidade”, disse.

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Em uma nova fase, agentes cumpriram 16 mandados de prisão, além de 52 de busca e apreensão. Entre os alvos estão o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, e Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

O R7 tenta contato com as defesas dos citados e o espaço segue aberto para manifestações. Em nota, o senador afirmou que recebeu com “com surpresa” as buscas em sua casa. Porém, “com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão.”

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Veja os pronunciamentos na íntegra

Alfredo Gaspar

As novas ações deflagradas nesta quinta-feira (18), em mais uma etapa da Operação Sem Desconto, em diversos estados do país e no Distrito Federal, reforçam a gravidade do esquema criminoso que lesou aposentados e pensionistas do INSS e confirmam a importância do trabalho que vem sendo realizado pela CPMI do INSS.

É importante destacar que, entre os alvos, estão pessoas e políticos já citados várias vezes durante o meu trabalho como relator na Comissão.

Entre eles, já havia formalizado o pedido de oitiva do senador Weverton Rocha, a fim de prestar depoimento no colegiado e esclarecer seu relacionamento com Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”.

Além disso, já havia solicitado as prisões preventivas de Romeu Antunes e Éric Fidelis, presos hoje, por suas ligações com esse grave crime contra aposentados e pensionistas.

A comissão tem atuado de forma firme para colocar luz sobre práticas criminosas, como a inserção de dados falsos em sistemas oficiais, a constituição de organizações criminosas, o estelionato previdenciário e os atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Operações como a de hoje mostram que, apesar da blindagem, nossos apontamentos demonstram que as investigações estão no caminho certo, seguem avançando e que, mais cedo ou mais tarde, os responsáveis serão alcançados.

Nosso compromisso é com a verdade, com a responsabilização dos envolvidos e, sobretudo, com a defesa dos aposentados e pensionistas que foram vítimas desse esquema.

Parabéns ao ministro André Mendonça, que segue fazendo sua parte com uma investigação íntegra, e à Polícia Federal.

E, de minha parte, como relator da CPMI, continuarei trabalhando até o completo esclarecimento dos fatos e a adoção de medidas para impedir que crimes dessa natureza voltem a se repetir.

Roberto Duarte Jr.

Como vice-presidente da CPMI, entendo que, diante dos fatos já conhecidos e, especialmente, após a operação realizada hoje, a convocação do senador Weverton é necessária para que ele preste esclarecimentos à comissão.

Não cabe à CPMI blindar ninguém. Nosso papel é ouvir todos que precisam prestar esclarecimentos sobre os fatos, sem exceções, com transparência e responsabilidade.

Essa é uma posição que vou defender no debate interno da comissão, com o compromisso de avançar nas investigações e dar à sociedade as respostas que ela espera

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